Indústria automotiva brasileira sofre com baixa competitividade, diz executivo da Ford

Fenômeno ocorre principalmente devido a custos de produção nas unidades mais antigas, como a que Silvio Illi gerencia, no ABC Paulista

Gustavo Porto, da Agência Estado,

25 de junho de 2012 | 17h27

SÃO PAULO - O gerente geral do complexo de São Bernardo do Campo (SP) da Ford do Brasil, Silvio Illi, afirmou nesta segunda-feira, 25, no Simpósio SAE Brasil de Manufatura Automotiva, que a indústria brasileira sofre com a baixa competitividade em relação a outros países, principalmente devido a custos de produção nas unidades mais antigas, como a que ele gerencia, no ABC Paulista.

Illi citou vários processos de atualização de setores da unidade no ABC e considerou a mudança positiva por reduzir custos de mão de obra, que consomem até 70% dos custos totais de produção de um veículo.

"O custo de mão de obra é caro e não dá para flexibilizar salários, porque o custo Brasil também é caro, já que temos ainda outros problemas, como câmbio e impostos", afirmou o executivo.

Para Illi, o processo de automação numa região de mão de obra cara, como no entorno da capital paulista, "é um processo sem volta". Ele citou, por exemplo, um recente processo de troca de 34 operários por seis robôs em parte da linha de montagem da montadora. "Hoje, por outro lado, encontramos melhor predisposição de negociação com o sindicato", concluiu.

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