Indústria avalia que decisão do Copom pode afetar investimento

O presidente em exercício da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e ex-presidente da Fiesp, Carlos Eduardo Moreira Ferreira, lamentou a decisão do comitê de Política Monetária (Copom) de elevar em 0,5 ponto porcentual a taxa básica de juros, a Selic - de 16,25% ao ano para 16,75% ao ano. Ele afirmou que a alta dos juros é prejudicial para a produção e cria problemas para os investimentos.Ele não concorda com a preocupação dos membros do Comitê com as perspectivas para a inflação. "Na nossa visão, o que a economia brasileira está enfrentando não são pressões inflacionárias decorrentes do excesso de demanda."Ferreira lembrou que, "algum tempo atrás, a inflação tinha mostrado certa renitência por problemas de choques de oferta". Mas ponderou que, "hoje, não existem essas pressões que justifiquem essa visão (do Copom)". Segundo Ferreira, a melhor decisão do Copom neste momento seria manter a taxa em 16,25% ao ano ou até diminuir.Alta do petróleoFerreira disse ainda que a alta dos preços do petróleo no mercado internacional "não tem efeito tão grave sobre a economia brasileira, porque Brasil só importa 10% de suas necessidades". Ele insistiu num ponto: "Nossa preocupação é com os efeitos negativos dessa medida (alta dos juros) para as decisões de investimentos".O presidente em exercício da CNI não quis fazer uma previsão sobre o crescimento da economia brasileira no ano que vem. Mas disse que deseja um crescimento sustentado de 5,5% a 6% do PIB, com crescimento do emprego.

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