Indústria chinesa cresce 9,3%, abaixo do previsto

Resultado inferior à estimativa de 9,5% para abril reacende preocupações com a recuperação do país e pressiona novo governo a adotar medidas

PEQUIM, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2013 | 02h07

O crescimento da produção industrial da China foi surpreendentemente fraco em abril e os investimento em ativos fixos desaceleraram, reacendendo preocupações de que a nascente recuperação está patinando e aumentando a pressão sobre as autoridades para agirem a fim de estimular a economia.

No entanto, a política monetária já frouxa e o crescente aumento dos preços de moradias complicam as opções para a nova liderança de Pequim, levando analistas a dizer que qualquer resposta pode se limitar a medidas fiscais.

A produção industrial cresceu 9,3% em abril ante o mesmo período do ano anterior, após uma mínima de sete meses de 8,9% em março, mas ainda assim abaixo da expectativa do mercado de expansão de 9,5%, divulgou ontem a Agência Nacional de Estatísticas.

"A atividade econômica continua fraca", afirmou Liang Youcai, economista sênior do Centro Estatal de Informação. "Agora esperamos que o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre cresça cerca de 7,8 ou 7,9%, se não houver medidas de estímulo."

Os dados de ontem prejudicam ainda mais as esperanças de restabelecimento da segunda maior economia do mundo, após o anúncio do mês passado de que o crescimento esfriou no primeiro trimestre para 7,7%.

O crescimento dos investimentos em ativos fixos, um importante motor da economia chinesa, também ficou abaixo das estimativas, crescendo 20,6% nos quatro primeiros meses de 2013 ante o mesmo período do ano anterior. Economistas esperavam 21%.

Apenas as vendas no varejo atingiram as expectativas do mercado, ao crescerem 12,8% em abril ante o ano anterior.

Dilema de política. Para investidores, a grande questão agora é se a recuperação econômica da China continua intacta. A evidência deste mês destaca o crescente dilema de política de Pequim, com economistas dizendo que a recuperação - se é que há uma- ainda está frágil.

Dados divulgados na semana passada mostraram que a inflação ao consumidor da China, apesar de controlada, acelerou mais que o esperado em abril, diminuindo o espaço para Pequim afrouxar ainda mais a política monetária se o crescimento se enfraquecer. Pior que isso, dados comerciais sugeriram que um fluxo substancial de dinheiro especulativo apostando na alta do yuan está se desviando dos controles de capital da China. / REUTERS

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