Indústria chinesa dá sinais de fraqueza

A atividade manufatureira da China recuou novamente em dezembro, por causa da queda nas demandas doméstica e internacional, mostrou ontem uma pesquisa com gerentes de compras, reforçando o cenário favorável a políticas pró-crescimento para estimular a segunda maior economia do mundo.

PEQUIM, O Estado de S.Paulo

31 de dezembro de 2011 | 03h06

O Banco Popular da China, banco central do país, deve reduzir os depósitos compulsórios - recursos que os bancos são obrigados a manter junto ao Banco Central - para permitir que as instituições injetem mais crédito na economia para enfrentar as dificuldades advindas da crise de dívida da Europa e da menor demanda dos Estados Unidos.

O índice de gerentes de compras (PMI) do HSBC, uma prévia dos dados de produção industrial oficiais, subiu para 48,7 em dezembro, ante 47,7 em novembro, mínima em 32 meses. Ainda assim, o índice ficou pouco abaixo da leitura preliminar

O PMI tem estado abaixo de 50 desde julho. A marca de 50 separa expansão de contração.

"Embora o ritmo de desaceleração esteja se estabilizando um pouco, o enfraquecimento da demanda externa está começando a afetar", disse o economista do HSBC para a China Qu Hongbin.

"Isso, somado a correções em curso no mercado de propriedade, reforça o quadro para uma ação mais agressiva em âmbitos fiscal e monetário para estabilizar o crescimento e o emprego, especificamente com os preços tendo um rápido alívio."

Ele disse que a China vai evitar um pouso forçado de sua economia, contanto que medidas de estímulo sejam adotadas nos próximos meses.

Alerta. O vice-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), o chinês Zhu Min, fez um alerta sobre o crescimento exagerado do crédito bancário em economias emergentes.

"Os países emergentes criaram novos grandes riscos nos últimos dois anos e seus empréstimos aumentaram muito rapidamente", em parte porque eles tentaram combater os efeitos da crise financeira global, disse Zhu em m declarações publicadas ontem pela revista Caixin.

Zhu afirmou que os novos empréstimos na China em comparação com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país subiu para 200% em 2010, de 100% antes de a crise global começar, com o colapso do banco de investimento norte-americano Lehman Brothers, em 2008.

"Em um período de desaceleração da economia global, muita dívida e possíveis problemas com a qualidade dos ativos significam risco potencial,"/ AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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