REUTERS/Carlos Barria
REUTERS/Carlos Barria

Indústria chinesa recua pela primeira vez em dois anos

Índice de Gerentes de Compras ficou em 49,4 pontos em dezembro, abaixo do nível que separa crescimento da contração

Reuters, O Estado de S.Paulo

31 de dezembro de 2018 | 17h40

PEQUIM - A atividade industrial da China caiu em dezembro pela primeira vez em mais de dois anos, mostrando que Pequim tem um enorme desafio pela frente ao tentar acabar com uma contundente guerra comercial com os Estados Unidos e reduzir o risco de uma desaceleração econômica ainda mais acentuada neste ano de 2019.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) – o primeiro a mostrar a situação da economia da China a cada mês – caiu para 49,4 pontos em dezembro, abaixo do nível de 50 pontos que separa o crescimento da contração, mostrou uma pesquisa da Agência Nacional de Estatísticas (NBS) nesta segunda-feira.

Foi a primeira queda desde julho de 2016 e a previsão mais fraca desde fevereiro de 2016. Os analistas previam que o índice cairia de 50,0 no mês anterior para 49,9.

A crescente pressão sobre a indústria sinaliza uma contínua perda de ímpeto na China, aumentando as preocupações sobre o abrandamento do crescimento global, especialmente se a disputa sino-americana se arrastar.

Os atritos comerciais já prejudicam as cadeias de fornecimento globais, alimentando preocupações de que o problema se intensifique para os próximos 12 meses de comércio mundial, investimentos e mercados financeiros instáveis.

Espera-se que a China implemente mais medidas de apoio econômico nos próximos meses, além de uma série de iniciativas. Uma desaceleração prolongada no setor fabril, fundamental para os empregos, provavelmente desencadearia novas tentativas de estimular a demanda doméstica.

Conversa bilateral

No sábado, o presidente da China, Xi Jinping, disse, numa ligação telefônica com o presidente dos EUA, Donald Trump, que esperava impulsionar uma relação sino-americana que seja coordenada, cooperativa e estável, de acordo com a mídia estatal chinesa. Xi disse que equipes de ambos os países têm trabalhado ativamente para implementar o consenso recentemente alcançado entre a China e Estados Unidos, e disse também esperar que as equipes possam se encontrar na metade do caminho e chegar a um acordo que seja mutuamente benéfico o mais rápido possível.

Trump disse na chamada que as negociações e consultas com a China estavam alcançando progresso positivo, e que ele esperava alcançar resultados que beneficiassem a China, os Estados Unidos e o mundo, de acordo com a agência chinesa Xinhua. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.