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Indústria comemora reforço do BNDES

Para industriais, recursos podem ajudar a reanimar a economia

Andrea Vialli, O Estadao de S.Paulo

23 de janeiro de 2009 | 00h00

O aporte de R$ 100 bilhões no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi bem recebido pelas entidades que representam a indústria. A avaliação dos industriais é de que o reforço de caixa dará dinamismo à economia em um momento de crise. Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e integrante do conselho de administração do BNDES, considerou "boa notícia" o anúncio do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Mas disse que todo projeto que chega ao banco estatal tem por objetivo gerar emprego e ser lucrativo desde o momento que sai do papel. "Não se trata de salvar empresas. O banco está lá para emprestar e a empresa que toma recursos do BNDES fica devendo, paga juros. É dinheiro empregado em projetos de fomento, que visam crescimento, empregos, lucro."O fato de os recursos suplementares serem para infraestrutura, avalia Skaf, deve ser comemorado. "O Brasil precisa arrumar sua infraestrutura, porque as crises são passageiras e não podemos ter limitações quando o crescimento for retomado", disse.O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, considerou "muito importante" a decisão do governo de colocar à disposição mais R$ 100 bilhões para o BNDES. Ele interpreta a medida como uma tentativa do governo de substituir fontes externas de financiamento que "desapareceram" com a crise. "A iniciativa deve contribuir para melhorar o quadro em relação ao desemprego."Na avaliação de Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o pacote vai ajudar tanto as empresas que atuam em infraestrutura como também a indústria de bens de consumo. "O pacote é positivo, pois vai irrigar com crédito o setor de infraestrutura e deve restaurar a confiança do consumidor, na medida em que pode evitar novas demissões", diz Barbato. Ele diz que 48% das empresas do setor perderam encomendas em razão da crise. COLABOROU ADRIANA CHIARINI

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