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Indústria confirma recuperação e produção cresce 1,2%

A indústria confirmou o movimento de recuperação de sua produção, iniciada no fim de 2005, apresentando crescimento de 1,2% no primeiro trimestre deste ano, tomando como base o período imediatamente anterior. Na comparação com os três primeiros meses do ano passado, o crescimento foi maior, de 4,6%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Porém, segundo a pesquisa, de fevereiro para março a produção apresentou queda de 0,3%, após crescimento de 1,2% no mês anterior. Já na comparação com o março do ano passado, houve crescimento de 5,2%. O acumulado nos últimos 12 meses está em 3,3%. No estudo referente ao último trimestre de 2005, as 23 categorias pesquisadas tiveram incremento de sua produção. O destaque foi para a de bens intermediários, que passou de queda de 0,2% para crescimento de 2,8% nos três primeiros meses deste ano.Já na comparação do primeiro trimestre deste ano com igual período do ano passado, o crescimento atingiu 19 dos 27 segmentos pesquisados. A indústria extrativa, com alta de 13,2%; manteve o maior impacto sobre o índice geral, com destaque para a produção de minérios de ferro e petróleo. Outras atividades com crescimento significativo foram as de Máquinas e aparelhos elétricos, com 18,4%; Farmacêutica, com 12,2%; Fumo, com 20,4%; e Bebidas, com 10,6%. Dentro os oito ramos que registraram queda, destacaram-se o de Madeira, com retração de 7,1%; e metalurgia básica, que diminuiu em 1,6% sua produção. DESEMPENHO DA INDÚSTRIAPeríodoAnte mês anteriorAnte igual mês do ano anteriorMarço/20051,7%1,8%Abril-0,1%6,4%Maio1,3%5,6%Junho1,6%6,4%Julho-2,0%0,7%Agosto0,9%3,7%Setembro-2,2%-0,1%Outubro0,4%0,3%Novembro0,8%1,0%Dezembro2,5%2,8%Janeiro/2006-1,4%3,1%Fevereiro1,2%5,4%Março-0,3%5,2%Fonte: IBGEMarço Já o recuo de março na comparação com fevereiro atingiu 17 das 23 atividades que têm séries mensais ajustadas. As quedas mais significativas ocorreram nos ramos de Farmacêutica, com 14,3%; Bebidas, com 5,5%; Veículos automotores, com 1,7%; e Outros equipamentos de transportes, com 8,2%.Apesar do resultado de queda para o mês, técnicos do instituto destacaram no documento de divulgação dos dados que "em síntese, a evolução dos índices nos primeiros três meses de 2006 revela um quadro positivo".O chefe da coordenação de indústria do IBGE, Silvio Sales, sublinhou que os quatro ramos vinham com crescimentos elevados em fevereiro. Na comparação com março de 2005, o crescimento de 5,2% na produção - o sexto resultado positivo nessa base de comparação - refletiu aumento em 21 dos 27 ramos pesquisados, com destaque para Material eletrônico e equipamentos de comunicações, com 24%; Máquinas para escritório e equipamentos de informática, com 70%; e indústria extrativa, com 13%.Para o coordenador, o cenário de março ante fevereiro "pode ser lida como estabilidade". Isso porque "a queda está em quadro de estabilidade e não mostra o início de queda contínua da produção industrial, já que os indicadores em geral apontam para evolução positiva da atividade econômica". Segundo Sales, "olhando os indicadores para além da produção industrial, não há no cenário mais imediato risco de redução contínua da produção". Ele citou que não há perspectiva de pressão inflacionária, haverá um esperado efeito positivo do aumento do salário mínimo sobre os bens de consumo e, ainda, não há sinais de aumento da inadimplência. Encomendas Ainda, segundo Sales, os dados de março, comparados aos dados de vendas industriais do mês - divulgados na última quinta-feira pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) - deixam a percepção de que o setor está cada vez mais ajustada às encomendas, a questão do estoque é cada vez mais fina". Segundo Sales, a velocidade do crescimento das vendas industriais no primeiro trimestre (2,3%) superou o da produção (1,2%) na comparação com trimestre imediatamente anterior "e, se a velocidade de vendas supera a da produção isso pode, mais a frente, abrir espaço para aumento da produção".Investimento e PIBAinda, segundo Sales, os dados do primeiro trimestre para a produção de insumos para construção civil, com alta de 6,9%; e bens de capital, com 9,2%; na comparação com igual trimestre do ano passado, antecipam um resultado positivo para os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) no Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestreO coordenador analisou também, especificamente, os dados de bens de capital e disse que o crescimento na produção dessa categoria acelerou no primeiro trimestre deste ano, ante o resultado apresentado no último trimestre do ano passado. Os dados mostram que essa categoria cresceu 9,2% no primeiro trimestre de 2006 ante igual período do ano passado, ante uma expansão de 4,2% registrada no último trimestre do ano passado, nessa base de comparação. O pior desempenho no primeiro trimestre ante igual período de 2005, dentro da categoria de bens de capital, continuou produtos para agricultura, que registrou queda de 17,5%. Foi apurada redução também no setor de transporte, com queda de 1,3%. Ainda no primeiro trimestre deste ano, foram registrados aumentos em bens de capital para indústria, com 0,4%; para energia, com 45,2%; para construção, com 21,4%; e para uso misto, com 17,3%. Sales sublinhou que o crescimento abaixo da média de bens de capital para a própria indústria, que sinaliza investimentos em ampliação de capacidade do setor, pode estar inibido pelo elevado crescimento na importação desses equipamentos, que estaria compensando a reduzida produção nacional.Este texto foi atualizado às 15h57.

Agencia Estado,

05 de maio de 2006 | 09h31

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