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Indústria continua aumentando preço para supermercados

Embora a pior fase dos reajustes de preços nos supermercados tenha passado, as tabelas de algumas indústrias ainda estão sendo corrigidas. Os porcentuais são pequenos, mas não cessaram totalmente, apesar do recuo do dólar. O comportamento comprova que as empresas optaram por escalonar os porcentuais para conseguir as remarcações.De acordo com o diretor de Comercialização do Grupo Pão de Açúcar, Hugo Bethlem, alguns dos setores que ainda mantêm pressão altista é o de lácteos e biscoitos, que alegam não terem repassado todo aumento de custos ou estarem embutindo as elevações da entressafra. Bethlem argumenta que os porcentuais são baixos, mas persistentes, o que mostra um comportamento contínuo do ciclo inflacionário. O varejo, segundo ele, está mais rigoroso na aceitação das novas tabelas por causa da baixa demanda.Até agora, o mercado teria sancionado os aumentos em razão da emissão de moeda no ano passado e, mais recentemente, do aumento do salário mínimo. Mas neste momento já estaria sendo observada uma forte retração do consumo nas lojas. As recentes datas comemorativas, como Páscoa e Dia das Mães, teriam também roubado recursos que se destinariam aos bens de supermercados - alimentos e produtos de higiene e limpeza -, fazendo com que a segunda quinzena nos supermercados registrasse queda acentuada de vendas.Ao participar de palestra na 19ª Convenção Paulista de Supermercados (Apas 2003), o executivo criticou os índices de concentração da indústria, afirmando que em alguns setores apenas duas empresas chegam a deter mais de 80% do mercado, como no de cervejas (AmBev e Kaiser), sabão em pó (Unilever e Procter & Gamble), maionese (Unilever e Bunge) e chocolate (Nestlé e Kraft Foods). Esta configuração do mercado de fornecedores deixaria o varejo de mãos atadas para enfrentar o reajuste de tabelas.

Agencia Estado,

27 de maio de 2003 | 20h50

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