Felipe Rau/Estadão
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Indústria cortou 401 mil postos de trabalho em 2016

número de indústrias ativas também diminuiu, caindo de 323,3 mil em 2015 para 321,2 mil em 2016 – 2 mil empresas a menos

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2018 | 11h25

RIO - Em 2016, o terceiro ano de crise dentro da indústria brasileira, 401 mil postos de trabalho foram eliminados no setor. De 2013 a 2016, o emprego industrial caiu 14,3%, o equivalente a menos 1,3 milhão de vagas. Os dados são da Pesquisa Industrial Anual (PIA) 2016, divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O número de indústrias ativas também diminuiu, caindo de 323,3 mil em 2015 para 321,2 mil em 2016, 2.085 empresas a menos. Os investimentos em ativo imobilizado foram reduzidos de R$ 193,3 bilhões para R$ 185,9 bilhões no período.

As atividades com maior número de vagas de trabalho fechadas no ano de 2016 foram Fabricação de produtos minerais não-metálicos (-56,5 mil), Fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-35,6 mil) e Fabricação de móveis (-34 mil).

O levantamento constatou também o encolhimento da Indústria Naval durante a crise. Em dois anos de cortes, foram extintas 49% das vagas na construção de embarcações, reduzindo o pessoal ocupado na área de 61.543 em 2014 para 31.505 em 2016. No Rio de Janeiro, a queda foi de 74,2% na ocupação, menos 23.179 postos de trabalho no setor entre 2014 e 2016.

Em toda a indústria brasileira, considerando as extrativas e a indústria da transformação, o total de pessoas trabalhando caiu a 7,742 milhões em 2016. Os gastos com pessoal, porém, aumentaram de R$ 422,766 bilhões para  R$ 443,163 bilhões na passagem de 2015 para 2016, em valores correntes. Os custos das operações industriais aumentaram de R$ 1,410 trilhão para       R$ 1,423 trilhão no período. Mas o valor adicionado também cresceu, de R$ 746,706 bilhões para R$ 778,975 bilhões.

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Em 2016, a receita total da indústria da transformação e extrativas totalizou R$ 3,2 trilhões, sendo que a receita líquida de vendas alcançou  R$ 2,8 trilhões.

As cinco atividades com maior participação na receita das empresas foram: Fabricação de produtos alimentícios (23,2%); Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (10,4%); Fabricação de produtos químicos (10,1%); Fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (7,8%); e Metalurgia (5,8%).

O óleo diesel, a carne bovina, o álcool e o petróleo foram os quatro principais produtos industriais do País em 2016, somando R$ 207,4 bilhões, 9,5% do valor das vendas das empresas com 30 ou mais pessoas ocupadas. O óleo diesel deteve a liderança no ranking de produtos, com R$ 74,4 bilhões e participação de 3,4% nas vendas com 30 ou mais pessoas ocupadas em 2016.

Em 2016, as atividades com as maiores participações nas vendas industriais foram produtos alimentícios (19,9%), produtos químicos (11,1%), coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (10,2%), veículos automotores, reboques e carrocerias (8,5%) e metalurgia (6,2%).

Na comparação com 2015, o setor de produtos alimentícios foi o que mais ganhou participação nas vendas (17,4% para 19,9%). Já coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis foi o que mais perdeu (11,1% para 10,2%).

Em relação a 2015, o desodorante foi o produto que mais subiu no ranking da indústria em 2016, passando da 146ª para a 90ª colocação. Massa de concreto para construção foi o que mais perdeu, saindo da 36ª para 68ª posição.

 

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