Indústria critica limite de preço para 'linha marrom'

A indústria de móveis considera que o governo fixou um valor muito baixo para os produtos da chamada "linha marrom", que engloba sofá, guarda-roupa, mesa e cama. "Com esses valores, só se compra coisa de baixa qualidade", critica o presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel), Daniel Lutz.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2013 | 02h14

Para ele, o programa atual direciona a compra apenas para a linha branca e para os eletroeletrônicos, preferidos pelos mutuários. O governo decidiu fixar um preço máximo para cada produto com o intuito de beneficiar diferentes setores.

O setor de móveis entregou ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, sugestões para rever preços máximos e incluir novos produtos. O Ministério da Fazenda foi procurado pela reportagem, mas não comentou se planeja revisar o programa.

Lutz diz que a indústria de móveis ainda não percebeu nenhum impacto de pedidos de reposição de estoque, embora a Caixa afirme que 233,6 mil famílias já contrataram o cartão.

O setor busca que o governo reveja a lista porque a projeção é de que vão ser injetados R$ 18,7 bilhões em compras com o programa. Um dos resultados positivos do Minha Casa Melhor é que foi verificada redução do calote no programa habitacional, já que essa é uma das exigências para financiar móveis e eletrodomésticos.

Quase IPI. O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, diz que o programa contribuiu para alavancar as vendas durante o ano e deixá-las praticamente no mesmo patamar do resultado "excepcional" registrado no ano passado, quando o governo promoveu a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) da linha branca. / M.R.V.

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