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Indústria culpa juros por fraco desempenho no PIB

A queda de 2,2% na atividade do setor industrial nos primeiros três meses deste ano, em comparação com o último trimestre de 2002, revelada nos dados sobre o PIB divulgados hoje pelo IBGE, indica a "maior sensibilidade" do setor industrial aos efeitos da manutenção das altas taxas de juros e projeta expectativas negativas para o próximo trimestre, disse o coordenador da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco."Os dados mostram que a demanda interna mantém-se em retração, com o consumo das famílias e o investimento em queda", disse. "A agropecuária, as exportações e a substituição de importações são os únicos elementos que impedem uma retração da economia, ou seja, uma queda mais acentuada do PIB."Para Castelo Branco, a manutenção de juros altos projeta expectativas negativas para o segundo trimestre deste ano. "Ainda que o ambiente de incerteza tenha em muito se dissipado, com a queda do risco país e a valorização do câmbio, a manutenção dos juros elevados por um período que já atinge oito meses condiciona estas projeções pouco favoráveis para o próximo trimestre", afirmou. O resultado positivo de 2% do PIB na comparação com o primeiro trimestre de 2002, segundo ele, ocorreu porque no início do ano passado a economia brasileira, e em especial a indústria, ainda se ressentia dos impactos do racionamento de energia.

Agencia Estado,

29 de maio de 2003 | 15h14

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