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Indústria da China desacelera para o menor nível em 7 anos

Para o primeiro-ministro, efeitos da crise financeira global sobre o país são 'piores do que o esperado'

Cláudia Trevisan, de O Estado de S. Paulo,

13 de novembro de 2008 | 09h49

A produção industrial da China desacelerou de maneira acentuada em outubro e registrou o menor índice de expansão em sete anos, em mais um indício da rápida deterioração da economia em razão da crise financeira global. De acordo com o jornal oficial China Daily, o primeiro-ministro Wen Jiabao afirmou em reunião de gabinete que o efeito do terremoto financeiro sobre o país "é pior que o esperado".  Veja também:Recuperação da Europa, EUA e Japão virá em 2010, diz OCDEPIB da Alemanha cai pela 2º vez consecutiva  Bolsas da Ásia caem após decisão do Tesouro dos EUA De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise Entenda a disparada do dólar e seus efeitos A desaceleração da economia afetou a arrecadação tributária do governo central, que diminuiu 0,3% no mês passado, na primeira queda do indicador desde 1996 em um mês que não é de férias. Apesar da retração, no acumulado do ano, a receita de impostos registra alta de 22,6% em relação a 2007, quando o aumento foi de 32,4%. O crescimento da atividade industrial no mês passado foi de 8,2% em relação a igual período do ano passado, uma redução de 3,2 ponto percentual em comparação aos 11,4% de setembro. A China registrou no período julho-setembro o quinto trimestre consecutivo de desaceleração, com crescimento de 9%. O índice é o menor em cinco anos e representa uma acentuada retração em relação ao ritmo de 11,9% registrado em 2007. Os dados da atividade industrial mostram que a produção de aço caiu 17% em outubro, em relação a igual período do ano passado. Com estoques crescentes, muitas fábricas do setor siderúrgico interromperam sua produção, à espera de clientes. A produção de energia teve queda de 4% e os demais setores cresceram em menor velocidade que nos meses anteriores. Saldo comercial Números divulgados na terça-feira indicam que o ritmo de expansão das importações chinesas desacelerou em outubro para 15,6%, o menor patamar desde junho de 2007, em razão da queda dos preços das commodities, da menor demanda interna e do menor ritmo das exportações, que registraram alta de 19,2% no mesmo período.  Com a retração mais acentuada das compras externas, o superávit comercial atingiu o valor recorde de US$ 35,2 bilhões no mês passado. A retração nas importações tem forte relação com a queda nas vendas ao exterior, já que pelo menos metade dos embarques chineses é de produtos montados com peças produzidas em outros países. A expansão de 19,2% nas exportações de outubro ficou acima do esperado por analistas e representa queda de 2,3 pontos percentuais em relação aos 21,5% de setembro. A desaceleração nas importações foi bem mais acentuada, com o índice de crescimento passando de 21,3% para 15,6%.  Inflação A inflação também recuou em outubro para 4%, o menor patamar em 17 anos, em mais um indício de enfraquecimento da atividade produtiva. A desaceleração da alta de preços amplia o espaço do banco central para estimular a economia por meio do corte da taxa de juros. Com a divulgação dos dados negativos de outubro, analistas econômicos esperam que o banco central aprove em breve um novo corte na taxa de juros, que seria o quarto desde meados de setembro. No domingo, Pequim anunciou um megapacote de estímulo da economia, que prevê investimentos de US$ 586 bilhões nos próximos dois anos. Na terça-feira, o governo aprovou redução de impostos sobre a exportação de 3.770 produtos, que representam 28% das vendas do país ao exterior.

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