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Indústria da cidade teme ficar sem soja

Complexo industrial demanda 3,5 mil toneladas do grão por dia

O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2025 | 00h00

Os limites de área impostos à cultura de cana-de-açúcar pelo município de Rio Verde não deverão ser suficientes para frear a redução da produção de grãos do sudoeste de Goiás. Principal organização dos agricultores da região, a Cooperativa Agroindustrial dos Produtores do Sudoeste Goiano (Comigo) já decidiu que vai ampliar a influência geográfica e tentar atrair novos produtores para assegurar o volume de soja e milho que processa.Álvaro Martim Henkes, vice-presidente de Operações da Comigo, explica que aguarda a acomodação do plantio de cana na região para conhecer exatamente qual a área que será tomada pela cultura.Em Rio Verde, há, por enquanto, uma única usina de álcool. É uma unidade antiga, que produzia cachaça e iniciou nesta safra a produção de álcool combustível. A produção de cana para a usina ocupava 6 mil hectares em Rio Verde, mas o plano já em curso prevê a expansão para 20 mil hectares.O Grupo Cosan, maior indústria de processamento de cana do País, tem planos para montar três unidades na região Sudoeste de Goiás. "Ainda não sabemos qual será a área tomada pela cana. Só com a definição das usinas vai ser possível saber qual a área que vamos precisar", explica Henkes.A meta da Comigo é conseguir manter o recebimento de pelo menos 3,5 mil toneladas de soja por dia. Essa é a capacidade de esmagamento do complexo industrial. A Comigo tem ainda uma estrutura de armazenagem de 720 mil toneladas de soja por ano. De milho, a Comigo recebe por ano 228 mil toneladas. Boa parte desse volume é usada para abastecer a estrutura de produção de frangos existente na região.Para o vice-presidente da Comigo, a iniciativa da prefeitura de Rio Verde de impor limites à cultura da cana na região deveria ser seguida por outras cidades do Sudoeste goiano. Para ele, a cana é potencialmente uma ameaça, à medida que concorrerá com uma estrutura montada, que necessita dos produtores para continuar a existir. A.B.

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