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Indústria da construção continua desaquecida, aponta CNI

A indústria da construção mostrou desaquecimento em março e a atividade no setor completou um ano sem crescimento. É o que mostra a pesquisa Sondagem Indústria da Construção, divulgada nesta quarta-feira, 24, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O nível de atividade da construção caiu pelo quinto mês consecutivo, com um indicador de 48,9 pontos em março, puxado pelas pequenas e médias empresas. Os indicadores variam de zero a cem e valores abaixo de 50 indicam queda ou atividade abaixo do usual.

SANDRA MANFRINI, Agencia Estado

24 de abril de 2013 | 12h21

Segundo dados da CNI, desde março de 2012 o indicador de evolução na atividade da construção não mostra expansão. Em março deste ano, o indicador que mede o nível de atividade efetivo em relação ao usual atingiu 45,2 pontos, o menor da série. "O segmento claramente não passa ileso à desaceleração da economia brasileira", assinala o documento divulgado pela CNI, que prevê um cenário "incerto" para os próximos meses, sem sinais claros de reversão.

Com relação à utilização da capacidade de operação (UCO), que mede o volume de recursos, mão de obra e maquinário usado pelas empresas, esse indicador ficou estável nos 70%, o mesmo nível de março do ano passado. De acordo com a pesquisa da CNI, essa estabilidade no índice, combinada com a queda na atividade, se explica pela redução nos fatores de produção, como máquinas, equipamentos e empregados. O indicador de número de empregados, destaca a pesquisa, mostra redução desde novembro de 2012, atingindo 48 pontos em março, abaixo, portanto, da linha dos 50 pontos, o que denota redução do quadro de pessoal.

Expectativas

Apesar da queda na atividade e dificuldades enfrentadas pelo setor, a indústria da construção mantém, em abril, a expectativa de crescimento. Segundo a Sondagem, o indicador das perspectivas para o nível de atividade registrou 58,7 pontos, ante 60,3 pontos em abril de 2012. Em relação a novos empreendimentos e serviços, o indicador ficou em 59,2 pontos ante 60,5 pontos de abril do ano passado.

A expectativa dos empresários para a compra de insumos e matérias-primas também é positiva, embora abaixo do indicador do ano passado: o índice atingiu 57,5 pontos neste mês ante 58,8 pontos em abril de 2012. Já o índice de expectativa para número de empregados ficou em 57,4 pontos frente a 58,9 pontos em abril de 2012.

A Sondagem Indústria da Construção foi feita entre 1º e 11 de abril com 424 empresas de todo o País.

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