ÉRICA DEZONNE / ESTADÃO
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Indústria da construção cresce, mas número de empregados cai

Dados de 2014 divulgados pelo IBGE mostram que houve aumento de 7,5% no número de empresas, porém redução de 3% no pessoal

Mariana Sallowicz, O Estado de S.Paulo

29 Junho 2016 | 10h01

RIO - Apesar do crescimento do número de empresas ativas na indústria da construção entre 2013 e 2014, o total de pessoal ocupado no setor reduziu nesse período. Os dados foram anunciados nesta quarta-feira, 29, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que divulgou a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic) referente a 2014.

Há dois anos, o universo de empresas da indústria de construção totalizou 119 mil empresas ativas, que ocuparam 2,85 milhões de pessoas. No ano anterior, eram 110,7 mil empresas com 2,94 milhões de trabalhadores. Houve aumento de 7,5% no número de empresas, porém, redução de 3% no total de pessoas.

Com isso, o gasto com pessoal ocupado correspondeu a 33,1% do total dos custos e despesas dessas empresas, resultado inferior à participação em 2013 (34%). Já o salário médio mensal avançou 5,6% em termos reais, de R$ 1.759,30, em 2013, para R$ 1.973,67, há dois anos.

Depois do gasto com pessoal, o segundo maior peso no total dos custos e despesas das empresas foi com consumo de material de construção, em 24,7%, patamar semelhante ao registrado em 2013. As obras e serviços contratados a terceiros também figuraram entre os principais itens dessa lista, com 11,6%, em 2013, e 10,7%, em 2014.

Investimentos em queda. O IBGE informou ainda que os investimentos líquidos realizados em ativos imobilizados por todas as empresas de construção somaram R$ 7,9 bilhões em 2014, queda de 17,7% na comparação com o ano anterior.

Por tipo de investimento, a maior parte foi feita em máquinas e equipamentos, 51% do total. Na comparação com o valor de 2013 também houve queda, de 8,4%, de R$ 4,41 bilhões para R$ 4,04 bilhões, há dois anos.

Na sequência, o maior investimento foi feito em terrenos e edificações (20,6%). O valor total nesse caso foi de R$ 2,52 bilhões, em 2013, e R$ 1,63 bilhão, em 2014 - retração de 35%.

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