Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Indústria da construção mantém desempenho fraco em julho, diz CNI

Setor registrou queda da atividade e do emprego, embora ritmo da desaceleração tenha diminuído

Luci Ribeiro, O Estado de S.Paulo

23 Agosto 2017 | 12h43

BRASÍLIA - A indústria da construção continua operando abaixo do usual e com alta ociosidade. A Sondagem Indústria da Construção de julho, divulgada nesta quarta-feira, 23, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), registra queda da atividade e do emprego no setor no mês passado, embora em menor ritmo que o observado em junho.

Pelo estudo, o índice de nível de atividade da construção aumentou para 44,3 pontos em julho, 1,5 ponto superior ao de junho, e o índice de número de empregados subiu de 41,8 pontos em junho para 42,6 pontos em julho. Os indicadores variam de zero a cem pontos e, quando estão abaixo dos 50 pontos, revelam retração.

O nível de utilização da capacidade de operação ficou em 56% em julho, oito pontos porcentuais abaixo da média histórica para o mês, segundo a CNI. O indicador de nível de atividade efetivo em relação ao usual teve uma leve alta, de 29,6 pontos em junho para 30,4 em julho. Na prática, no mês passado, 44% das máquinas, dos equipamentos e do pessoal do setor ficaram parados.

Mesmo com o desempenho fraco registrado há meses, os empresários da construção se mostraram menos pessimistas na pesquisa. Os indicadores de expectativas para os próximos seis meses para o nível de atividade, contratação de novos empreendimentos e serviços, compra de insumos e matérias-primas e número de empregos ficaram todos próximos da linha divisória dos 50 pontos, que separa o otimismo do pessimismo. 

O índice de expectativa do nível de atividade ficou em 49,8 pontos, o de número de empregados subiu para 48,2 pontos e o de novos empreendimentos e serviços alcançou 48,4 pontos.

Além disso, o índice de confiança do empresário do setor aumentou 1,9 ponto em relação à pesquisa anterior e ficou em 50,3 pontos. "A expectativa de retomada da economia e de manutenção do ciclo de queda dos juros contribuíram para a melhora das perspectivas dos empresários da construção", afirma em nota a economista da CNI Flávia Ferraz.

A Sondagem Indústria da Construção para julho foi feita entre 1º e 10 de agosto com 624 empresas, das quais 209 pequenas, 289 médias e 126 de grande porte.

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