Sérgio Castro|Estadão
Sérgio Castro|Estadão

Indústria dá sinais de melhora em maio

Melhora do setor ainda não se traduziu em novos empregos

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

03 Julho 2017 | 22h31

BRASÍLIA - Depois de cair 3,1% em abril, o faturamento industrial reverteu o resultado ruim em maio, com aumento de 5,5% nas vendas – excluídos os efeitos de calendário. Os dados, divulgados nesta segunda-feira, 3, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostram que essa melhora nas receita do setor não se traduziu em novos empregos.

Na comparação com maio de 2016, o desempenho no faturamento da indústria foi 2,5% melhor neste ano. Mas, considerando os cinco primeiros meses de 2017, a queda acumulada nas vendas é de 5,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em maio também houve melhora na quantidade de horas trabalhadas na indústria, com alta de 1,6% em relação a abril. Esse indicador, no entanto, ainda ficou em patamar 0,2% inferior ao desempenho do mesmo mês de 2016. E, no acumulado até maio, o tempo de trabalho na produção foi 3,1% menor que no ano passado.

Com o aumento do faturamento e das horas trabalhadas em maio, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) no parque industrial passou de 76,6% para 77,4% (de acordo com dado ajustado). Em maio de 2016, a UCI estava em 76,9%.

Apesar de darem sinais de melhora no faturamento e na produção, as fábricas não converteram esse desempenho em novas contratações. O indicador da CNI que mede o emprego no setor ficou estável em maio, com ligeira variação positiva de 0,1% em relação a abril.

“Não há mais uma queda contínua do emprego como foi observado de forma quase ininterrupta em 2015 e 2016. Entretanto, ainda não se pode concluir que o emprego está em processo de reversão de sua trajetória de queda”, avaliou a entidade.

Na comparação com maio do ano passado, a redução nos postos de trabalho chega a 3%. Nos primeiros cinco meses deste ano, o emprego na indústria teve desempenho 4% inferior ao de 2016.

Com certa estabilização no emprego, a massa salarial real dos trabalhadores da indústria cresceu 0,4% em maio ante abril. Em relação a maio do ano passado, porém, o recuo em foi de 1,9%. E, de janeiro a maio, o setor teve uma massa salarial 4,2% menor que a do mesmo período do ano passado.

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