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Indústria dá sinais de reação na Europa

Crescimento das compras é mais um indicador de que a recessão está perto do fim, mas há ceticismo

Jamil Chade, O Estadao de S.Paulo

25 de agosto de 2009 | 00h00

Alavancada por planos de resgate de governos de todo o continente, a demanda industrial na zona do euro teve alta acima da previsão dos mercados, em mais um sinal de que a recessão está em sua fase final no setor manufatureiro. Já no Reino Unido, a confiança do setor empresarial atingiu as taxas mais elevadas em dois anos, apontando também a superação da contração da economia britânica. Os dados divulgados ontem fortaleceram a previsão de que a pior recessão na Europa desde a 2ª Guerra Mundial poderia estar com os dias contados. Mas os mais céticos alertam que os dados podem estar inflados pelos programas bilionários de ajuda dos governos e, sem esses incentivos, uma queda voltaria a ocorrer. A sustentabilidade desse crescimento, portanto, seria frágil.Entre maio e junho, as encomendas e compras de empresas do setor industrial nos 16 países que usam o euro cresceram 3,1%. Trata-se do maior aumento em 19 meses, com taxas positivas na França e Alemanha, as duas maiores economias da região. O mercado, porém, previa que a expansão seria apenas a metade. Ainda assim, os dados mostram que as compras em junho são 25,1% inferiores ao mesmo mês de 2008. Em todos os 27 países da UE, porém, a queda mês a mês foi de 0,4%. Ainda assim, os dados são mais positivos que os de maio. Naquele mês, a demanda industrial ainda estava no vermelho, com queda de 0,5% e contração de 30,3% ante igual período de 2008.A crise que eclodiu em setembro do ano passado fez com que empresas interrompessem investimentos, refizessem estratégias comerciais e promovessem demissões em massa. Mas analistas dizem que a recuperação ainda está dependente dos programas de apoio de governos e, sem os subsídios, a economia voltaria a recuar. A França e Alemanha já saíram da recessão e a zona do euro dá sinais de estar abandonando os dados negativos, depois de cinco trimestres de queda. No último trimestre, a queda do PIB foi de 0,1%.Os resultados industriais divulgados pela UE fizeram com que as bolsas voltassem a ter um dia positivo ontem. Mas o mercado ainda foi sensível ao alerta do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean Claude Trichet, que no fim de semana disse que "a estrada para uma recuperação ainda será difícil".Encomendas de metais e máquinas - bens de capital - subiram em 5,6%, mais ainda estão 25,9% abaixo dos níveis de 2008. Mesmo assim, a alta é a maior em dois anos. Já o consumo industrial de bens não duráveis teve alta de 3,1%, a maior desde março de 2007. Mas os bens duráveis tiveram queda de 3,5%.Na Irlanda, a alta foi de 14%. Mas a Dinamarca sofreu queda de 29,9%. No Reino Unido, o consumo de empresas caiu em 0,8%. A taxa é a mesma do segundo trimestre. Mas uma pesquisa divulgada ontem pelo Icaew, um instituto de contabilistas britânico, disse que a confiança do setor empresarial atingiu o maior nível de otimismo em dois anos. O instituto também prevê expansão de 0,5% do PIB inglês no terceiro trimestre. "A recessão britânica está chegando no fim", disse o diretor da entidade, Michael Izza, que faz uma ressalva: os desafios "continuarão".

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