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Indústria de alimentos prevê recuperação em novembro

A indústria de alimentos deve se recuperar em novembro e fechar com resultados recordes, segundo previsão da Associação Brasileira da Indústria Alimentícia (Abia). A projeção tem como base os números de setembro, que mostram produção e vendas em queda por conta de um consumo retraído em face das preocupações com o futuro político e econômico do País. A mesma situação possivelmente se repetirá nos números de outubro. O raciocínio é que o represamento desses dois meses pode desaguar agora.A última pesquisa feita pela Abia e divulgada à Agência Estado mostra que em setembro a produção caiu 6,88% sobre agosto e aumentou 0,35% em comparação a setembro de 2001. Se a produção não deslanchou, as vendas reais ao varejo também não, tendo em vista que a indústria evita estocar mercadoria para cortar custos gerados pela estocagem. As vendas caíram 2% sobre agosto, mas subiram 4,1% sobre setembro de 2001. É a primeira vez neste ano que a indústria alimentícia, que vem num crescente desde junho de 1999, registra índices negativos expressivos na pesquisa mensal."O câmbio desvairado e o cenário de eleições afetaram produção e vendas da indústria em setembro e incidirão ainda sobre outubro", afirmou o economista da Abia, Dênis Ribeiro. Outubro, segundo ele, ainda teve um fator negativo a mais: "A elevação dos juros anunciada pelo Banco Central é mais um entrave nos negócios."Mas, na opinião de Ribeiro, a turbulência, pelo menos no mercado interno, já aquietou-se e a tendência é de novembro registrar a retomada dos negócios com perspectivas de bater recordes. "O clima já está desanuviado com a definição do novo governo", disse.NatalA aproximação do Natal também garante ao economista da Abia o otimismo. "O Natal da indústria é em novembro", lembrou. Ele prevê que a produção da indústria alimentícia em novembro poderá ultrapassar crescimento de 11,3% (recorde obtido em março deste ano sobre fevereiro) e ficar acima das vendas de agosto passado, quando houve um acréscimo de 15,4% sobre julho. Apesar da compensação nos negócios, Ribeiro mantém a projeção anual do começo do ano: crescimento de 2% em volume e entre 2,4% e 2,9% no faturamento (comparação de 2001)."Os números no acumulado do ano apontam nessa direção", explicou. A pesquisa da Abia mostra que de janeiro a setembro a produção acumula aumento de 1,6% e as vendas, de 2,4%, isso comparado ao mesmo período de 2001. Nos últimos 12 meses encerrados em setembro a produção cresceu, 2,6%, e as vendas, 2,9%, em relação ao período imediatamente anterior.ReajustesQuestionado sobre o impasse entre indústria e varejo sobre reajustes de preços, Ribeiro lembrou que a pressão começou em agosto. "A indústria decidiu por uma negociação caso a caso", disse. Ele afirmou que boa parte dos reajustes já está em vigor e a inflação de outubro, medida pela Fipe, comprova. A Fipe elevou em um ponto porcentual, de 5,5% para 6,5%, a sua previsão de inflação para o ano depois de o índice de outubro ter fechado em 1,28%, pressionado pelos alimentos, que tiveram o maior peso, de 2,28%.

Agencia Estado,

13 de novembro de 2002 | 15h15

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