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Indústria de armamento e governo se unem para exportar

A indústria de armamento volta a se articular para reconquistar a posição de 8º maior exportador mundial do setor sustentada nos anos 80, com a ajuda da Agência de Promoção de Exportações (Apex). Hoje, 23 das 50 empresas do setor exportam uma média anual de US$ 150 milhões. Há 20 anos, eram de cerca de US$ 3 bilhões anuais.A Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa (Abimde) vai se unir à Apex para desenhar novas estratégias para promover o produto nacional no Exterior e impulsionar as exportações do setor.Segundo o presidente da Abimde, Domingos Adherbal Olivieri, "o orçamento das Forças Armadas é ridículo, o que não nos deixa outra saída, a não ser exportar. Mas perdemos o apoio governamental, muitas empresas fecharam e falta crédito até para fazermos demonstrações dos produtos no Exterior."O tema foi debatido quinta-feira, durante o Encontro Nacional de Logística Militar, liderado pelo ministro da Defesa, Geraldo Quintão.Na avaliação do conselheiro Carlos Alfredo Lazary Teixeira, chefe da Divisão de Promoção Comercial do Itamaraty, o Brasil tem enorme potencial para vender peças e componentes, produtos acabados de alta tecnologia, uniformes, cantis, pistolas pequenas e até aviões de patrulha marítima."O problema é que o mercado internacional é muito competitivo e a maioria dos grandes exportadores são apoiados pelos governos", disse o diplomata.Ele afirmou que um dos entraves para as exportações de material de defesa é a falta de uma política de offset, ou seja, nesse mercado, um país sempre exige contrapartida para importar de outro. Mas o Brasil ainda não tem traçada essa política, o que dificulta as vendas.Lazary admitiu que o setor encolheu mesmo por falta de crédito, de investimento em produção e inovação e por dificuldades das próprias empresas se capitalizarem.O ministro Quintão, em resposta às queixas do setor privado, disse esperar que um orçamento menos apertado seja capaz de melhorar a indústria nacional de Defesa.

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