Indústria de couro pede desoneração do setor produtivo

Em carta enviada hoje a todos os deputados federais e senadores, entidades que formam a cadeia do couro e calçados citam preocupações com o andamento da reforma tributária e dizem que não há "sinais de que vá ocorrer a tão necessária desoneração do setor produtivo". As entidades dizem que persiste a cumulatividade de impostos e que não há avanços significativos na simplificação tributária. "O resultado disto tudo, tememos, será redução paulatina da atividade produtiva", afirmam as entidades do setor. Elas pedem "que sejam ouvidas as propostas que as entidades industriais brasileiras têm apresentado ao longo dos anos". A correspondência é assinada pela Associação das Indústrias de Curtume do Rio Grande do Sul (AICSul), Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores de Couro, Calçados e Afins (Abrameq), Associação Brasileira das Indústrias de Componentes para Couro, Calçados e Acessórios (Assintecal), Associação Brasileira dos Químicos e Técnicos da Indústria do Couro (ABQTIC), Centro Tecnológico do Couro, Calçados e Afins (CTCCA), Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados (ABLAC) e Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). Mesmo com desvantagens competitivas, o setor observa, na carta, que deverá trazer para o Brasil este ano US$ 3 bilhões e que emprega 500 mil trabalhadores.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.