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Indústria de máquinas pode crescer até 8% em 2002

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) projeta um crescimento nas vendas do setor para este ano da ordem de 6% a 8% em relação ao ano passado, o que representará um faturamento bruto pouco superior a R$ 32 bilhões. A estimativa é do presidente da Abimaq, Luiz Carlos Delben Leite, que leva em consideração para tal cenário um crescimento das exportações de 2% a 3% para novos mercados, como Rússia, China, Oriente Médio, África do Sul e México, uma vez que o Brasil não contará com vendas para a Argentina. "Temos que evitar que a crise da Argentina nos afete e, por isso, estamos buscando novos mercados", comentou, ao lembrar que o ano passado foi um dos melhores para o setor, quando as vendas totalizaram R$ 30,11 bilhões, um crescimento de 11,1% em comparação aos números de 2000.As exportações do setor em 2001 foram da ordem de US$ 3,5 bilhões, com predominância para o mercado da Nafta, com 36% das vendas (35% para os Estados Unidos), 21% para a União Européia e o restante para os demais continentes e o Mercosul.De acordo com Delben Leite, o parque industrial brasileiro passa por um período de modernização e busca ampliar sua competitividade e, por isso, essa será uma das bases de crescimento do setor de máquinas. "Se pudermos reduzir mais os juros, o que já é uma tendência do Banco Central, teremos condições de ver o Brasil crescer mais e de forma acelerada", apontou, durante entrevista coletiva de lançamento da Feira Internacional da Mecânica (Mecânica 2002), em São Paulo.Segundo o presidente da Abimaq, os primeiros resultados da Agrishow, realizada em Ribeirão Preto (SP), apontam para o bom momento vivido pelo setor, pois, a feira contou com cerca de 140 mil visitantes e mais de R$ 1 bilhão em negócios. "Acreditamos que a ´Mecânica 2002´ movimentará algo como R$ 1,5 bilhão", previu. A feira acontecerá de hoje até o dia 11 no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na capital paulista.

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