Indústria de pescado instalada no semi-árido baiano

O projeto Tilápia do São Francisco foi inaugurado ontem no município de Paulo Afonso, região do semi-árido, a 449 quilômetros da capital baiana. Resultado de uma associação da empresa americana AAT Internacional, do grupo carioca MPE e Universidade do Arizona, o projeto é considerado um dos maiores do gênero no mundo e conta com investimentos de R$ 66 milhões. Prevê a produção de 15 mil toneladas de peixe por ano num área de 325 hectares usando as águas do Rio São Francisco.Todo o processo ocorrerá em Paulo Afonso, desde a produção de alevinos, passando pela criação de tilápias híbridas, processamento, industrialização até a comercialização dos produtos nos mercados nacional e internacional. Numa primeira etapa, serão produzidos filés de tilápia congelados, seguidos de filés frescos, defumados e pastas, além de outros produtos de valor agregado.O projeto utilizará piscicultores da região, que receberão assistência técnica da AAT para produzir as tilápias. Eles devem fornecer pelo menos 40% do pescado a ser processado pela fábrica. "Nossa meta é que todo o processo industrial seja feito no complexo de Paulo Afonso e que o produto saia da Bahia pronto para as prateleiras de lojas e supermercados dos Estados Unidos", declarou o presidente do grupo MPE, Mário Aurélio Cunha. Para garantir a produção em grande escala, está sendo utilizado o sistema de race-ways, com peixes criados em tanques onde há um fluxo contínuo de água corrente.Segundo o governador César Borges (PFL), que participou da inauguração, a piscicultura gerará nessa primeira fase 780 empregos em Paulo Afonso, mas, em breve, o segmento deve triplicar o número de empregos na região.

Agencia Estado,

23 de março de 2002 | 10h08

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