Leo Lara/Fiat Chrysler - 11/5/2020
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Indústria de São Paulo registra queda recorde de 23,2% na produção em abril

O parque industrial do Estado, o maior do País, está em patamar 43,2% abaixo do pico de produção, que aconteceu em março de 2011

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2020 | 11h44

RIO - A pandemia do novo coronavírus levou a indústria paulista a um tombo recorde de 23,2% na produção em abril ante março. Em meio às medidas de isolamento social e restrição à circulação de pessoas, as máquinas do maior parque industrial do País operaram no patamar mais baixo da série histórica da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional iniciada em 2002 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“São Paulo aparece com a maior influência negativa sobre o total nacional. É a terceira taxa negativa consecutiva para a indústria de São Paulo, o que dá uma perda de 27,9% acumulada em três meses”, disse Bernardo Almeida, analista da Coordenação de Indústria do IBGE.

Na média nacional, a indústria recuou 18,8%. Oito das 15 regiões industriais pesquisadas em todo o Brasil registraram quedas históricas na produção na passagem de março para abril.

A indústria paulista opera agora em patamar 43,2% abaixo do pico de produção, que aconteceu em março de 2011.

A queda de abril foi puxada pelo setor de veículos automotores, principalmente pela menor fabricação de automóveis, e pela atividade de máquinas e equipamentos. No entanto, as perdas foram disseminadas entre os 18 segmentos da indústria paulista, com exceção das atividades de perfumaria, alimentos e produtos farmacêuticos.“São setores considerados essenciais dentro da pandemia”, justificou Almeida.

Entre as regiões pesquisadas, apenas Pará e Goiás escaparam do vermelho em abril ante março. Enquanto a indústria paraense foi impulsionada pela maior produção de minério de ferro, o parque industrial de Goiás teve desempenho positivo com base na produção dos setores alimentício e farmacêutico.

Na comparação com abril de 2019, a indústria nacional encolheu 27,2% no mesmo mês deste ano, com 9 dos 15 locais com recordes negativos. A queda na indústria paulista no período foi de 31,7%, devido a recuos em 15 das 18 atividades investigadas.

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