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Indústria de SP cresce e média do País recua em setembro

Expansão de 1,6% contrasta com queda de 0,5% nas demais regiões

Jacqueline Farid, O Estadao de S.Paulo

10 de novembro de 2007 | 00h00

A indústria paulista teve ótimo desempenho em setembro, com resultados bem acima da média nacional. Houve expansão de 1,6% na produção em relação a agosto - enquanto na média do setor industrial houve queda de 0,5% - e crescimento de 8,5% na comparação com setembro do ano passado, o maior aumento na comparação com igual mês de ano anterior apurado desde dezembro de 2004.O economista André Macedo, da coordenação de indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), disse que os resultados de São Paulo foram tão acima da média nacional em setembro porque o Estado, com sua estrutura industrial, está se beneficiando especialmente do aquecimento do mercado interno, sobretudo no que diz respeito ao crescimento da produção de bens de capital, veículos automotores e eletrodomésticos. Para Macedo, São Paulo é o "grande destaque" da produção regional em setembro, com um predomínio de expansão entre os segmentos pesquisados, já que 19 dos 20 ramos investigados mostraram crescimento em ralação a igual mês do ano passado. Nessa base de comparação, os maiores aumentos na produção ocorreram em veículos automotores (18,4%) e máquinas e equipamentos (18,2%). No ano, até outubro, São Paulo acumula alta de 5,2% e, no terceiro trimestre houve uma variação de 7,2%, o melhor resultado trimestral em três anos. "O aquecimento do mercado interno está beneficiando São Paulo e, mais que isso, há claro predomínio de setores em crescimento", disse Macedo. Além de São Paulo, as únicas regiões que apresentaram aumento na produção em setembro ante agosto foram o Ceará (2,9%) e a Região Nordeste (0,1%). Macedo observou que a queda em 11 de 14 locais pesquisados em setembro, na comparação com agosto, reflete o menor número de dias úteis em setembro (19) em relação a agosto (23), efeito não eliminado totalmente na série com o ajuste sazonal. Segundo ele, as influências para as quedas regionais, assim como na média do País, foram pontuais e confirmam o diagnóstico de "acomodação" da indústria em nível elevado em setembro. Os técnicos do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) consideram que a queda generalizada das regiões em setembro foi "somente um tropeço, e não uma reversão da tendência de crescimento da indústria ao longo do ano".PONTUALPara o Iedi, o fato de a indústria de São Paulo ter ficado "na contramão" da tendência geral de retração do setor, "constitui um indício de que o resultado negativo da indústria brasileira em setembro foi pontual e de que a sua trajetória expansiva pode ser retomada no último trimestre do ano". Macedo também acredita na reação da indústria e lembra que, nos dados comparativos a iguais períodos do ano passado, há predominância de locais em crescimento. No acumulado de janeiro a outubro, todos os locais, com exceção do Ceará (-0,4%), mostraram variação positiva. No terceiro trimestre, 12 de 14 regiões elevaram a produção ante igual período do ano passado, exceto Ceará (-2,0%) e Rio de Janeiro (-0,3%).Segundo ele, a indústria fluminense está sendo pressionada pelo mau desempenho do setor farmacêutico, provavelmente resultado de paralisações e aumento de importações. No caso do Ceará, que teve o pior desempenho regional em 2007, ele atribui as quedas a uma "estratégia empresarial" da indústria de refino de petróleo na região, que estaria deslocando parte da produção, pelo menos momentaneamente, para outros locais.

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