Indústria de SP demite 130 mil e fecha 2008 com queda

Segundo dados da Fiesp, setor terminou o ano com fechamento de 7 mil vagas, pior resultado desde 2003

Anne Warth, da Agência Estado,

26 de janeiro de 2009 | 11h18

O nível de emprego na indústria paulista caiu 2,72% em dezembro ante novembro na série com ajuste sazonal, segundo informou nesta segunda-feira, 26, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A queda significou o fechamento de 130 mil vagas no mês, conforme antecipou o presidente da entidade, Paulo Skaf, nesta manhã, em entrevista à Rádio Eldorado. Essa foi a maior queda para um mês de dezembro desde 2003.     Veja também: Fiesp e Força criticam juros mas não falam em acordo Indústria paulista cortou 130 mil vagas em dezembro, diz Skaf  Assista à entrevista com o presidente da Fiesp  Ouça a entrevista com Paulo Skaf Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    Com o fechamento de vagas em dezembro, acelerado pelo agravamento dos efeitos da crise financeira internacional no País, todo o crescimento de vagas que vinha sendo registrado até outubro foi anulado. Assim, o saldo de empregos ficou negativo em 7 mil postos de trabalho em 2008. O resultado é o pior entre os dados da Fiesp que consideram a nova metodologia da pesquisa, que começam em 2003.   O fechamento de vagas em dezembro foi bem superior à previsão inicial da entidade para o mês, que era de fechamento de 80 mil vagas. Todos os 21 setores pesquisados pela Fiesp em dezembro demitiram funcionários no mês.   Confiança   A confiança dos empresários da indústria paulista melhorou na primeira quinzena de janeiro. A pesquisa Sensor, realizada pela Fiesp, ficou em 43,5 pontos. Embora o resultado seja considerado fraco, já que variações abaixo dos 50 pontos indiquem pessimismo, o dado mostra recuperação em relação à segunda quinzena de dezembro, quando o Sensor ficou em 35,1 pontos.   Na primeira quinzena de dezembro, a pesquisa registrou o pior resultado de sua história, com 34 pontos. O resultado de janeiro também é melhor do que o registrado na primeira e segunda quinzena de novembro de, respectivamente, 43,3 pontos e 42,5 pontos.   Na primeira quinzena de janeiro, os itens que compõem o sensor apresentaram os seguintes resultados: mercado, 45,8 pontos; vendas, 45,3 pontos; estoque, 38,4 pontos; emprego, 44 pontos; e investimentos, 44,2 pontos. Todos eles melhoraram em relação aos resultados verificados nas duas quinzenas de dezembro.

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