Indústria de SP empregou quase 40 mil com deficiência

A indústria do estado de São Paulo empregou quase 40 mil pessoas com deficiência física em 2010, mais do que em 2009, quando o número ficou pouco acima de 35 mil. O setor é o segundo maior empregador de pessoas com deficiência no estado, atrás apenas do de serviços e administração pública.

AE, Agencia Estado

23 de novembro de 2011 | 16h57

Os dados estão no relatório O Cenário do Emprego da Pessoa com Deficiência no Estado de São Paulo, elaborado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e divulgado hoje na 5ª Mostra Fiesp de Responsabilidade Socioambiental.

O relatório mostra que o estado de São Paulo tinha 12,8 milhões de empregos formais em 2010, dos quais 100,3 mil estavam ocupados por deficientes. "Apesar de termos hoje mais de 100 mil pessoas empregadas, temos muito ainda o que fazer para que esse número aumente e para que essas pessoas sejam realmente incluídas nas empresas de uma forma mais digna. Não são só ações da iniciativa privada, precisamos unir esforços com o Poder Público, a sociedade civil e pessoas com deficiência para que tenhamos uma melhoria na qualidade e quantidade da inclusão".

O objetivo do relatório é demonstrar o cenário atual do emprego para as pessoas com deficiência no setor industrial paulista. Segundo a coordenadora da pesquisa, Cristiane Gouveia, com os dados, a entidade pretende auxiliar tanto na melhor formação das habilidades das pessoas com deficiência quanto no cumprimento da lei de cotas para deficientes na indústria como um todo.

Entre os setores da indústria, os que mais contratam mão-de-obra com deficiência física foram veículos automotores, com 18,3% da representatividade no estado, alimentos e bebidas (11,5%), construção civil (6,7%), borracha e plástico (6,2%), produtos químicos (5,6%) e máquinas e equipamentos (4,8%).

As pessoas com deficiência ocupam principalmente funções como alimentadores de linhas de produção (11,3%), agentes, assistentes e auxiliares administrativos (9,3%), preparadores e operadores de máquinas-ferramenta convencionais (5,3%), almoxarifes e armazenistas (3,2%), operadores de máquinas a vapor e utilidades (2,9%), montadores de veículos automotores (2,6%), montadores de equipamentos eletroeletrônicos (2,4%) e trabalhadores de embalagem e etiquetagem (2,3%).

De acordo com o diretor do Departamento de Ação Regional da Fiesp, José Roberto Ramos Novaes, o relatório é importante porque mostra a preocupação com a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. "Existe uma obrigatoriedade por parte da indústria pela colocação dessas pessoas e nós já temos escolas que formam instrutores para essa capacitação. Estamos ajudando o empregador a cumprir essas cotas".

Novaes ressaltou que a pessoa com deficiência, quando incluída no mercado de trabalho, é muito eficiente, mas as empresas não conseguem cumprir a cota porque, em geral, quando se encontra um trabalhador com deficiência, ele não está apto, não tem a qualificação exigida. "O deficiente tem benefícios do governo que ele recebe sem trabalhar, o que é um empecilho. Mas, em conjunto com o estado, nós vamos trabalhar no sentido de a indústria poder dar colocação aos deficientes". As informações são da Agência Brasil.

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