Indústria de SP está ‘errática’ e BA tem 5ª alta, diz IBGE

Produção industrial caiu 4,1% em São Paulo em julho ante junho, contra a queda de 2,0% no País como um todo

VINICIUS NEDER, Agência Estado

06 de setembro de 2013 | 14h33

RIO - O comportamento da indústria paulista segue ainda mais errático do que a média da produção industrial nacional, enquanto a indústria da Bahia emplacou a quinta alta mensal seguida, atingindo seu nível histórico de produção, mostram os dados da Pesquisa Mensal de Produção Física - Regional, divulgados nesta sexta-feira, 6, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A produção industrial caiu 4,1% em São Paulo em julho ante junho, contra a queda de 2,0% no País como um todo. "Neste início de ano, a indústria está oscilando entre fortes quedas e altas. E São Paulo é o carro-chefe, tanto no crescimento quanto no recuo", diz Rodrigo Lobo, economista da Coordenação de Indústria do IBGE.

Segundo o pesquisador, a indústria paulista tem peso de cerca de 36% na produção industrial nacional e a queda na produção no Estado em julho foi a maior desde setembro de 2011 (recuo de 5,4%). Assim como na indústria nacional como um todo, a fabricação de fármacos e a de veículos automotores puxaram a indústria de São Paulo para baixo.

Com comportamento distinto, a indústria da Bahia, puxada pelas atividades refino de petróleo, fabricação de produtos químicos e metalurgia (cobre), cresceu 0,5% em julho ante junho, acumulando avanço de 7,0% no ano e em 12 meses, o maior entre as 14 regiões.

Segundo Lobo, a produção industrial da Bahia está em nível recorde. Já a produção da indústria paulista atingiu seu ápice em março de 2011 - hoje, está 9,4% abaixo desse patamar. A produção nacional atingiu o ápice em maio de 2011 e está 3,6% abaixo dele.

Na ponta oposta, Pará e Espírito Santo seguem com as maiores quedas no acumulado de 2013 até julho, com -8,6% e -8,7%, respectivamente. Apesar disso, a indústria paraense, que vinha sendo fortemente afetada pela produção de minério de ferro e alumínio, apresentou recuperação em julho, com alta de 3,0% ante junho.

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