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Indústria de SP registra 16ª queda consecutiva pela primeira vez

Com a queda na produção, a atividade industrial no Estado de São Paulo ficou 18,2% abaixo do seu pico histórico, visto em 2011

Mariana Sallowicz, O Estado de S. Paulo

07 de agosto de 2015 | 13h35

RIO - A produção industrial em São Paulo, maior parque fabril do País, recuou 9,2% em junho na comparação com o mesmo mês de 2014, a 16ª queda consecutiva nessa base de comparação, mostram dados divulgados nesta sexta-feira, 7, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da maior sequência negativa registrada pelo instituto. 

Com a queda na produção, a atividade industrial no Estado de São Paulo ficou 18,2% abaixo do seu pico histórico, atingido em março de 2011. O número se aproxima do registrado em dezembro de 2008, quando houve o pior resultado e a atividade ficou 21,5% abaixo do pico.

O índice nacional de produção também está no vermelho há 16 meses. "Após 12 meses de retração consecutiva, significa que está havendo queda sobre um mês que já tinha registrado queda. O mesmo cenário ocorre no Brasil", destaca o economista Rodrigo Lobo, da Coordenação de Indústria do IBGE.

O especialista ressalta ainda o quadro negativo, uma vez que houve forte retração em junho na comparação com o mesmo mês de 2014, quando a atividade estava num patamar baixo devido à Copa do Mundo. Ao todo, 15 das 18 atividades pesquisadas pelo IBGE tiveram resultado negativo na região.

As principais influências vieram de veículos automotores, com retração de 16,7% na comparação anual, assim como de produtos alimentícios (-8,6%) e máquinas e equipamentos (-19,8%).

Entre os fatores que têm influenciado no quadro estão taxas de juros crescentes, que significam crédito mais caro e menos demanda, além da inflação elevada, diante do cenário de menor ritmo de expansão da renda das famílias.

Por outro lado, no Pará e Espírito Santo, a extração de minério de ferro têm sustentado resultados positivos, até mesmo nas comparações anuais. No primeiro caso, houve alta de 2,9% da produção na comparação com maio e de 6,7% ante junho do ano passado.

No Espírito Santo, o aumento ante o mês anterior foi de 1,1%, enquanto na comparação anual ficou em 13,3%. "O custo de produção do minério de ferro nessas regiões é mais vantajoso, o que tem puxado esse crescimento", disse Lobo. Já Minas Gerais, onde o custo é mais elevado, a produção industrial caiu 0,5% na comparação com maio e retraiu 4,4% ante junho de 2014.

Para o economista do IBGE, um dado que chama a atenção é o de queda na produção dos quatro principais parques industriais do País. Além de São Paulo e Minas Gerais, Rio de Janeiro recuou 0,2%, ante maio, e Rio Grande do Sul teve retração de 2,3% na mesma base de comparação.

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