carteira

As ações mais recomendadas para dezembro, segundo 10 corretoras

Indústria de SP registra alta de 2% e fala em retomada

?A melhora se acentuou?, afirma diretor da Fiesp, mas atividade ainda permanece 10% abaixo do nível pré-crise

Anne Warth, O Estadao de S.Paulo

28 de agosto de 2009 | 00h00

Depois de dois meses de expressiva recuperação na atividade da indústria paulista, o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, admitiu ontem que os efeitos da crise financeira internacional no País foram menores do que a entidade esperava. Em julho, o Indicador de Nível de Atividade (INA), pesquisado pela Fiesp, apresentou alta de 2% em relação ao mês anterior, com ajuste sazonal. Em junho, o crescimento havia sido de 2,7% ante m maio. "Tinha medo de que a crise viesse pior. Pagamos um preço mais baixo do que eu pensava, no sentido da profundidade e da duração", disse Francini. A atividade industrial ainda permanece 10% abaixo do nível pré-crise, de setembro, mas já chegou a ficar 18% menor, em dezembro. "A melhora se acentuou. A indústria caiu da janela do quinto andar e agora está subindo as escadas num ritmo mais lento, mas bom." Apesar disso, Francini não concorda com a avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que a indústria agiu com "cautela exagerada" e deu um "cavalo de pau desnecessário" nos meses de novembro, dezembro e janeiro. "Não concordo com o presidente Lula. Não foi uma marolinha", afirmou Francini. "Principalmente para as 200 mil pessoas que perderam o emprego durante a crise na indústria paulista", completou o gerente do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, André Rebelo. A previsão da entidade é de que 2009 encerre com queda de 6% a 7% na atividade industrial do Estado. Na comparação com julho de 2008, o INA mostrou queda de 9,4%. "Ainda é um número expressivo, mas devemos lembrar que esse resultado já foi 15% menor na comparação anual. O número negativo está se reduzindo", ressaltou Francini, para quem os níveis de atividade anteriores à crise só serão atingidos em 2010. Outro dado que mostra a recuperação industrial é o índice de dispersão de crescimento. Em julho, dos 17 setores analisados, 70,6% apresentaram crescimento. Foi o mesmo número observado em julho, mas ficou bem acima dos 35,3% registrados em maio. As vendas reais aumentaram 3,1% em julho ante junho, o que indica que os estoques foram absorvidos. Já o nível de utilização da capacidade instalada de julho, de 81,6%, sem ajuste, é o maior desde novembro de 2008, quando estava em 81,9%. Apesar da recuperação da atividade em julho, a confiança no meio industrial paulista deu sinais de piora na segunda quinzena de agosto. A pesquisa Sensor, realizada pela Fiesp, registrou 53 pontos no período, ante um nível de 55,9 na primeira quinzena de agosto, quando foi registrado o segundo melhor resultado da série da pesquisa, iniciada em 2006.Dois dos itens que compõem o sensor ficaram praticamente estáveis: mercado, que passou 63,7 para 64,1, e emprego, de 54,4 para 54,5. Os demais subíndices pioraram. O item relacionado a vendas cedeu de 60,0 para 57,1; estoque, de 45,8 para 42,3, e investimento de 54,2 para 49,4. Na pesquisa Sensor, um nível de 50 indica equilíbrio. Resultado acima de 50 é considerado um sinal de otimismo e abaixo dessa marca, de pessimismo.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.