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Indústria de SP sobe 0,3% em janeiro; Fiesp vê cautela

A recuperação em setores com fraco desempenho no final do ano garantiu leve alta na atividade industrial paulista em janeiro. O cenário para o restante do ano, contudo, mostra-se incerto.

JOSÉ DE CASTRO, REUTERS

24 de fevereiro de 2011 | 14h31

De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Índice de Nível de Atividade (INA) subiu 0,3 por cento no mês passado sobre dezembro, segundo dados com ajuste sazonal divulgados nesta quinta-feira. Sem ajuste, no entanto, o INA caiu 5,6 por cento.

"O número (de janeiro com ajuste) veio dentro da previsão. Tivemos uma melhora em setores que caíram bastante em dezembro, e isso colaborou", afirmou Wálter Sacca, diretor titular adjunto do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp.

Sacca se referia aos segmentos de Metalurgia básica --que avançou 6,1 por cento em janeiro-- e de Máquinas e Equipamentos --com ganho apurado de 3,5 por cento. Os dados são com ajuste sazonal.

Em dezembro sobre novembro, Metalurgia básica recuou 4,0 por cento, enquanto Máquinas e Equipamentos cedeu 2,2 por cento, também segundo dados dessazonalizados.

A Fiesp revisou os números do INA referentes a dezembro. A atividade industrial no final do ano passou de alta de 0,4 por cento a queda de 0,9 por cento, reduzindo a 9,4 por cento o crescimento ao longo do ano passado, ante dado anterior de 9,9 por cento.

O nível de utilização da capacidade instalada na indústria ficou em 82,8 por cento no mês passado com ajuste sazonal, ante 83,1 por cento em dezembro e 79,5 por cento em janeiro de 2010.

SENSOR

Outra pesquisa da Fiesp, o Sensor, que visa medir o humor do empresário no mês corrente, mostrou uma melhora no otimismo. O indicador subiu para 54,0 em fevereiro, frente a 50,2 em janeiro.

"Considerando o cenário de dúvidas que temos para a indústria neste ano, o Sensor veio até bom", comentou Sacca. "O dado do Sensor é de curto prazo, é uma fotografia do momento. Ele não projeta nada para o futuro."

O diretor apontou que a indústria paulista deve enfrentar um quadro de incerteza ao longo do ano, devido principalmente à taxa de câmbio valorizada, às perspectivas de aumento do juro básico e de redução do crédito.

"Essa combinação deve reduzir a demanda, as encomendas", disse.

De acordo com o último relatório Focus, o mercado espera que o dólar encerre o ano a 1,70 real, não muito longe do atual nível. Para a Selic, a previsão indica elevação a 12,50 por cento ao ano no final de 2011 .

Com esse pano de fundo, a Fiesp reduziu para 3,5 por cento a projeção de crescimento para a atividade industrial paulista em 2011. A estimativa anterior indicava aumento de até 4,5 por cento.

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