Indústria de transformação normalizou estoques, diz FGV

Sondagem de setembro da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que a indústria de transformação brasileira já conseguiu, no geral, normalizar o seu nível de estoque de produtos. Apenas três setores mostram um quadro em que mais de 10% das companhias se avaliam como superestocadas: têxtil (11,8% se encontram nesta situação), material plástico (11,9%) e mecânica (14,0%).

WLADIMIR D'ANDRADE, Agencia Estado

26 de setembro de 2012 | 14h13

Entre todas as empresas consultadas pela FGV na Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação de setembro, o porcentual de companhias que avaliam seus estoques como excessivos caiu pelo terceiro mês seguido. De agosto para setembro, essa parcela recuou de 6,4% para 6,1%. Em junho, 9,3% das empresas consultadas se diziam superestocadas. "A indústria normalizou os estoques", afirmou o superintendente-adjunto de Ciclos Econômicos do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV, Aloisio Campelo.

No recorte da indústria por categorias de uso, as empresas de bens de capital são as únicas em que mais de 10% das companhias pesquisadas se colocam como em situação de estoques excessivos. Segundo Campelo, 12,9% delas relatam em setembro estoques acima do ideal. "Situação diferente da indústria de duráveis, que está em um ritmo bem forte e até com estoques insuficientes", conta Campelo.

O economista do Ibre diz que a indústria de um modo geral conseguiu normalizar seu nível de estoque em um momento de crescimento da demanda interna. O índice que mede essa variável no Índice de Confiança da Indústria (ICI) passou de 104,6 pontos em julho para 107,3 no mês seguinte e para 107,4 pontos em setembro. O indicador da demanda interna, porém, segue abaixo da média dos últimos 60 meses, que é de 111 pontos. "As empresas ainda não perceberam uma demanda muito forte. Ela ainda está ganhando fôlego", explica Campelo.

A demanda externa segue em baixa por causa das dificuldades vistas na economia internacional. O indicador de demanda externa caiu de 93,8 pontos em julho para 89,4 pontos em agosto e para 89,1 pontos em setembro. Como resultado dos indicadores internos e externos, a demanda global subiu de 103,5 pontos em agosto para 104,6 pontos em setembro. Em julho, estava em 101,7 pontos.

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