Indústria destaca folga para aumento da produção

O coordenador da unidade de política econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, afirmou hoje que o nível de utilização da capacidade instalada na indústria não preocupa no curto prazo porque ainda há folga para aumentar a produção. "Mesmo com o uso mais intenso do parque produtivo no segundo semestre, não há risco de pressões ou gargalos", disse o economista.Segundo Castelo Branco, a capacidade instalada deve aumentar nos próximos meses, quando o ritmo de atividade aumenta em função das vendas de final de ano, mas não deve atingir o pico registrado no terceiro trimestre de 2004. "Não deve haver stress sobre os preços", destacou.Castelo Branco alerta, porém, que é importante que aconteçam novos investimentos para que haja expansão do parque produtivo a médio e longo prazo. Neste sentido, a queda da taxa de juros é um cenário esperado. Ele prevê que isso aconteça nos próximos dois meses, o que criará, segundo ele, um ambiente mais favorável à atividade industrial no segundo semestre. Crise políticaCastelo Branco afirmou que a crise política não está afetando o cotidiano das empresas, mas alertou que a criação de um ambiente de desconfiança em relação ao futuro pode afetar a tomada de decisões sobre novos investimentos. O economista observou que as expectativas dos empresários em relação às condições da economia já sofreram uma piora, como demonstrou o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgado há duas semanas pela CNI. "Sem dúvida, a incerteza que reina no ambiente político contamina o sentimento do empresário", disse Castelo Branco.

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