Indústria deve exportar até 6% mais em 2002, diz CNI

O coordenador de política econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, previu a recuperação da produção de vários setores da indústria se o governo federal encerrar o racionamento de energia elétrica na região sudeste. Segundo ele, as áreas industriais que mais vêm sofrendo por causa do esquema são as de metalurgia, produtos químicos e de fabricação têxtil, bem como aquelas cujo uso de equipamentos passou a sofrer restrições nas residências, ou seja, as de aparelhos eletroeletrônicos e a de eletrodomésticos.Em entrevista concedida esta manhã à reportagem da Rádio Eldorado AM, o coordenador afirmou que o racionamento de energia elétrica foi um dos principais fatores para a desaceleração da atividade industrial em 2001. "Nós não temos um levantamento de quanto a indústria deixou de faturar durante o racionamento. Isso porque, além da restrição no consumo, tivemos várias dificuldades, como a crise na Argentina, a elevação da taxa de juros no Brasil e a recessão da economia mundial. No entanto, com certeza, o racionamento de energia elétrica foi um dos principais fatores que contribuíram para essa redução na atividade industrial ao longo do ano passado?.Flávio Castelo Branco declarou ainda que, este ano, as exportações da indústria deverão crescer entre 5% e 6%. A estimativa foi feita com base na colocação no mercado de alguns produtos que até então o setor não tinha acesso, como, por exemplo, os manufaturados. "O mercado argentino vai ficar muito difícil por causa da crise econômica. Acredito que nós vamos ter um crescimento relativamente moderado nas exportações, intensificando-se principalmente no segundo semestre, quando a economia americana deverá apresentar maior vitalidade".

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