Kiyoshi Ota/Reuters
Kiyoshi Ota/Reuters

Indústria deve investir mais em pesquisa

Desembolsos em inovação, no entanto, devem recuar 8,6%, mostra estudo da Fiesp

Eduardo Laguna, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2016 | 22h52

BRASÍLIA - A indústria brasileira deve aumentar em 4,9% os aportes em pesquisa e desenvolvimento (P&D), mas cortar em 8,6% os desembolsos em inovação neste ano, conforme revela uma pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sobre a intenção de investimentos das empresas. O estudo mostra ainda que os recursos do setor empregados em gestão devem crescer 5,6% em 2016.

Em pesquisa e desenvolvimento, os investimentos, conforme os planos da indústria, vão chegar a R$ 6,8 bilhões, R$ 300 milhões a mais do que no ano passado, enquanto os desembolsos voltados à gestão devem somar R$ 9 bilhões, R$ 500 milhões a mais.

Por outro lado, os investimentos em inovação, que totalizam o maior montante, devem cair de R$ 11,5 bilhões para R$ 10,5 bilhões. Segundo a Fiesp, as empresas têm maior flexibilidade para realizar cortes nessa atividade, o que, num período de crise, leva a uma redução da cifra.

Na soma das três categorias pesquisadas pela entidade, o orçamento das companhias chega a R$ 26,3 bilhões, abaixo dos R$ 26,5 bilhões do ano passado. A Fiesp ouviu 1,12 mil empresas da indústria de transformação – 534 pequenas, 405 médias e 181 grandes – entre 14 de março e 22 de abril.

O resultado surpreendeu o departamento de competitividade e tecnologia da Fiesp, que, no contexto de recessão econômica, esperava cortes em todas as modalidades pesquisadas. “Os investimentos em gestão e P&D mostraram o contrário, e isso é positivo, pois reforça o aprendizado das empresas quanto à importância desses investimentos para a competitividade”, afirma, em nota, o diretor do departamento, José Ricardo Roriz Coelho.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.