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Indústria deve produzir mais em maio, acredita Ciesp

O presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Cláudio Vaz, acredita que, apesar dos números pouco animadores da produção industrial em abril (estável em relação a maio e queda de 1,9% sobre abril de 2005), o indicador de maio deve vir um pouco melhor. Mas o que determinará o comportamento da indústria em 2006 é o segundo semestre. "Não podemos esquecer que a produção industrial nos seis últimos meses do ano passado foi muito fraca", lembrou, ressaltando temer que esse comportamento se repita neste ano. A projeção do Ciesp é que o Produto Interno Bruto (PIB) industrial cresça 4,5% neste ano.Para Vaz, como o setor automotivo tem forte participação na composição da produção industrial geral, os dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgados nesta terça-feira indicam atividade industrial melhor em maio. Além disso, o número de dias úteis em maio é superior a abril.De acordo com a Anfavea, a indústria automotiva do Brasil bateu um recorde histórico de produção e exportação no acumulado do ano até maio. O mês passado foi também o melhor maio da história em termos de veículos produzidos e vendas externas. Além disso, foi o segundo melhor maio da história em vendas internas, atrás apenas de maio de 1997.Em relação ao comportamento da indústria em junho, Vaz avalia que "é uma grande interrogação". A Copa do Mundo de Futebol vai dar uma seqüência de feriados não programados, além do Corpus Christi. "Nos dias de jogos, o País praticamente vai parar", acredita o empresário, ressaltando que as indústrias siderúrgica e petroquímica, por exemplo, operam continuamente e não devem sofrer o impacto da Copa, mas os setores de bens de consumo, sim. "Essas paradas arrasam a produção e o consumo", disse.Abril Sobre a produção indústria de abril, Vaz destacou que é preciso levar em consideração duas evidências ao se analisar a estabilidade da produção industrial em abril sobre março. A primeira é que abril foi um mês atípico em termos de dias úteis, porque teve concentração de feriados. O outro é que setores ligados a bens de consumo, que normalmente estão produzindo em abril para alimentar o comércio do Dia das Mães, como calçados e têxteis, não tiveram tanta demanda neste ano. "O ambiente de consumo está muito fraco", finalizou o empresário.

Agencia Estado,

06 de junho de 2006 | 16h04

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