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Indústria deverá ter expansão quase nula em 2009, diz CNI

Segundo presidente, pequena alta será sustentada principalmente pelo resultado da construção civil

André Magnabosco, da Agência Estado,

17 de março de 2009 | 14h39

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, acredita que o nível de atividade da indústria brasileira em 2009 apresentará leve crescimento, próximo de zero, em relação ao ano passado. Essa expansão, segundo o dirigente, será sustentada principalmente pelo resultado da construção civil. "É possível que o crescimento positivo do setor seja determinado neste ano pelo desempenho da construção civil", afirmou Monteiro, que participou nesta terça-feira, 17, de um encontro com empresários de diversos setores da indústria nacional em São Paulo.

 

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Ele acredita que o desempenho da indústria apresentará recuperação principalmente no segundo semestre, já que o período de janeiro a junho ainda será um período de ajustes na atividade econômica. "O pior momento para nós foi exatamente a queda que aconteceu (no nível de atividade) no último trimestre de 2008. Em relação a esse período me parece que temos um ambiente melhor, de certa acomodação", disse.

 

O segundo trimestre de 2009, acredita Monteiro, já apresentará recuperação na atividade industrial sobre os primeiros três meses deste ano. Apesar disso, o dirigente descarta um discurso otimista em relação à indicação de interrupção na trajetória de queda acentuada dos indicadores industriais. "Não há nada ainda que nos indique um quadro de recuperação mais amplo", afirmou, referindo-se ao nível de atividade do setor.

 

PIB

 

O fraco desempenho da economia brasileira nos primeiros meses de 2009 e o recente anúncio de retração do País no quarto trimestre do ano passado levaram a CNI a revisar para baixo a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano. De acordo com o presidente da entidade, a nova estimativa da CNI é de uma expansão na economia brasileira próxima a 0,5%.

 

Ele lembrou que, ainda no ano passado, a entidade havia projetado uma expansão do PIB para 2009 entre 1,5% e 2%. Na ocasião, destacou Monteiro, a CNI foi criticada pelo pessimismo de suas análises. "Hoje todos os analistas já convergem no sentido de que o crescimento este ano será muito pequeno, entre 0,5% e um pouco mais de 1%", afirmou.

 

Questionado se a economia brasileira poderia apresentar retração em 2009, Monteiro optou por manter o otimismo, mas não descartou essa possibilidade. "Se o mundo piorar e os reflexos dessa crise se acentuarem, é evidente que isso (retração) é possível", disse.

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