Indústria é destaque para micro e pequenas empresas

O faturamento real das micro e pequenas empresas (MPEs) do Estado de São Paulo ficou praticamente estável em fevereiro, com variação positiva de 0,2% ante o mesmo período de 2005, conforme levantamento divulgado nesta quinta-feira pelo Sebrae-SP, que estimou receita total de R$ 18 bilhões para o segmento, resultante do faturamento médio mensal de R$ 13.546 por companhia. Na comparação com janeiro de 2006, entretanto, houve queda de 3,5%. No primeiro bimestre do ano, a pesquisa detectou variação negativa de 0,1% sobre os dois primeiros meses do ano passado. De acordo com o Sebrae-SP, as micro e pequenas indústrias foram o destaque do estudo, com aumento de 7,9% no faturamento real em fevereiro ante o mesmo período de 2005. Este foi o segundo mês consecutivo de alta, neste tipo de comparação, após oito meses de queda do setor. Em relação a janeiro de 2006 e no confronto entre os bimestres iniciais de 2005 e 2006, o faturamento da indústria apresentou variações de -0,5% e 6,7%, respectivamente. Quanto ao Comércio, por conta de um menor número de dias úteis, a pesquisa apontou quedas de 4,8% sobre fevereiro de 2005 e de 6% ante janeiro de 2006 no faturamento real. No primeiro bimestre, a tendência foi mantida e houve recuo de 3,2%, na comparação com o mesmo período do ano passado. Já o setor de Serviços apresentou crescimento de 4,8%, em relação a fevereiro de 2005, redução de 0,4% sobre janeiro deste ano e aumento de 1% no confronto entre bimestres. Avaliação De acordo com o superintendente do Sebrae-SP, José Luiz Ricca, "os primeiros meses do ano mostram uma tendência de recuperação modesta para as MPEs em 2006". Para ele, apesar da melhora, o resultado dos segmentos ainda está longe do patamar de 2002, uma vez que, na comparação de fevereiro de 2002 com fevereiro de 2006, as MPEs mostram queda de 11,7% no faturamento real. Segundo ele, a continuidade do processo de retomada das MPEs irá depender da manutenção do controle da inflação, "o que favorece a recuperação do poder aquisitivo da população e do ritmo de queda dos juros básicos na economia brasileira". Vale destacar que o levantamento mostrou que o gasto real total das companhias com folha de salários aumentou 0,4% em fevereiro sobre o mesmo mês de 2005. Em relação a janeiro de 2006, porém, houve recuo de 2,6%. Destaque regional Na análise regional, a pesquisa do Sebrae-SP indicou que as micro e pequenas empresas da cidade de São Paulo estão puxando a recuperação. Em fevereiro de 2006, o faturamento real das MPEs paulistanas cresceu 5,8%, reflexo da recuperação do setor de Serviços, a partir da melhora da renda e ocupação na economia. Os pequenos negócios do interior seguem a onda de recuperação das MPEs da capital e registraram em fevereiro aumento de faturamento de 4,2% com relação ao mesmo período de 2005. A pesquisa divulgada nesta quinta-feira foi realizada pelo Sebrae-SP, em parceria com a Fundação Seade, com uma amostra de 2.703 empresas de micro e pequeno porte de um universo de 1,3 milhão existente no Estado. De acordo com o Sebrae-SP, 57% deste universo é formado por empresas do Comércio, 32% por Serviços e 11% por companhias do setor industrial.

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