Indústria elogia decisão do Copom e espera novos cortes

O presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Gouvea Vieira, afirmou, em nota, que considera "tecnicamente correta" a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a Selic, a taxa básica de juros da economia, em 0,5 ponto porcentual, "na medida em que ficou evidente a tendência de queda das taxas de inflação no atacado e no varejo, na linha do que vínhamos reiterando há vários meses". A nota diz ainda que "o Sistema Firjan reitera sua confiança na política econômica atual, que está viabilizando uma redução sustentada das taxas de juros, abrindo espaço para a recuperação do nível de atividade". Já o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Robson Braga de Andrade, considerou tímida a redução da taxa Selic. "Ela é válida como sinalização de tendência, mas não surtirá efeitos na economia a curto prazo", resumiu por meio de nota da Assessoria de comunicação da entidade. Segundo Andrade, dada a situação atual da economia brasileira, é preciso que este seja o início de um processo de redução da taxa básica de juros no Brasil. Além disso, de acordo com ele, torna-se cada vez mais importante a redução do percentual de depósito compulsório ? parcela dos depósitos que as instituições recolhem ao Banco Central (BC). Sem isso, o volume de crédito disponível não irá aumentar, afirma. Confiança em novas reduções Robson Andrade avaliou também que é fundamental a continuidade do processo de redução da taxa de juros básica, dada a queda registrada na atividade econômica. Em abril, a indústria de Minas Gerais teve queda de faturamento de 7,85% em relação a março e de 5,7% em relação ao mesmo mês do ano passado.O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Renan Proença, disse que a decisão do Copom de cortar a taxa básica de juros em meio ponto porcentual sinaliza uma tendência, mas avaliou que "o estrago foi feito". O dirigente afirmou que os juros foram mantidos em nível "estratosférico" por muito tempo, uma política que acabou afetando a maior parte dos segmentos econômicos. Para ele, o ideal seria "uma pancada" na taxa de juros. "O importante é reconhecer que o governo foi competente na política externa, mas o País se mede pela força do mercado interno", comparou. O efeito dos juros já provoca um perigo de demissões na indústria no Rio Grande do Sul, segundo o dirigente.

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