Indústria elogia redução dos juros para 17,5% ao ano

As principais entidades representativas da indústria elogiaram a decisão do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros em 1,5 ponto porcentual, de 19% para 17,5% ao ano.Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro, a decisão é ?estimuladora?, pois contribui para criar um sentimento de maior confiança na redução das taxas de juros. O presidente da Associação Brasileira de Indústria Têxtil e Confecção (Abit), Paulo Skaf, defendeu uma nova redução em 1,5 ponto na reunião de dezembro. "Precisamos terminar 2003 com a taxa Selic neste patamar, o que nos garantiria uma taxa real de juros de um dígito", disse.O presidente da Fiesp, Horácio Lafer Piva, disse que a baixa da taxa Selic "deixou claro que o Banco Central não está preso à lógica conservadora do mercado financeiro de ajustes finos e decrescentes na política monetária". Já o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas (Abimaq), Luiz Carlos Delben Leite, criticou a decisão do Copom, afirmando que Banco Central é "reticente, pautado por uma ditadura dos agentes financeiros". Segundo ele, uma redução de 5 pontos percentuais é tecnicamente viável, politicamente recomendável e socialmente necessária.

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