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Indústria em SP tem queda de 11,4% na produção, recuando ao nível de 2003

Segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira, 11, a produção do Estado em maio registrou a pior queda desde 2008; no País, houve diminuição em 12 dos 15 locais pesquisados

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

11 Julho 2018 | 13h45
Atualizado 11 Julho 2018 | 14h07

RIO - Os bloqueios de estradas em todo o País, promovidos por caminhoneiros ao longo de 11 dias ao fim de maio, fizeram a indústria paulista retroceder em 15 anos. A produção regrediu ao nível de 2003, quando estava no patamar mais baixo da série histórica, iniciada em 2002, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A produção de São Paulo, maior parque industrial do País, recuou 11,4% na passagem de abril para maio, o pior resultado desde dezembro de 2008, quando encolheu 13,1%. As perdas foram disseminadas entre as 14 atividades pesquisadas, embora o impacto negativo da fabricação de veículos tenha sido mais relevante.

"O patamar de produção fica mais próximo do (nível) mínimo, 7,8% acima do mínimo, que foi em julho de 2003", contou Bernardo Almeida, analista da Coordenação de Indústria do IBGE.

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Em abril, a indústria paulista estava 17,3% abaixo do pico de produção alcançado em março de 2011. Em maio, essa distância aumentou para 26,4%.

Os efeitos negativos da paralisação dos caminhoneiros se deram tanto pela falta de abastecimento de matérias-primas como pelo não escoamento da produção, apontou Almeida. Os prejuízos foram contabilizados pelas indústrias de todo o País.

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"Foi um impacto negativo disseminado. Um evento não previsto para a indústria nacional, por isso ele causou esse espalhamento de resultados negativos", disse o pesquisador do IBGE.

Nacional. A paralisação dos caminhoneiros afetou os resultados da indústria em todo o País. Houve perdas na produção em 12 dos 15 locais pesquisados, segundo os dados do IBGE. Na comparação com igual mês de 2017, a indústria encolheu 6,6% em maio de 2018.

Segundo o IBGE, houve contribuição também do efeito-calendário, uma vez que maio de 2018 teve um dia útil a menos do que maio de 2017. As quedas mais intensas ocorreram em Goiás (-15,7%), Mato Grosso (-14,7%), Bahia (-13,7%), Paraná (-12,0%), Rio Grande do Sul (-10,8%), Região Nordeste (-10,3%), Ceará (-9,7%), Santa Catarina (-8,2%) e Minas Gerais (-7,3%).

Os demais recuos foram no Espírito Santo (-5,4%), São Paulo (-4,8%) e Pernambuco (-3,5%). Por outro lado, houve expansão no Pará (6,0%), Amazonas (4,5%) e Rio de Janeiro (0,9%).

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