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Indústria espera fortes vendas em setembro, afirma Anfavea

Aumento de 4,4% da produção de veículos em agosto reflete uma formação de estoques pela indústria

MICHELLY CHAVES TEIXEIRA, Agencia Estado

04 de setembro de 2009 | 14h25

A alta de 4,4% da produção de veículos em agosto, comparativamente a julho, reflete uma formação de estoques pela indústria, que espera vendas fortes em setembro pelo fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A avaliação é do presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider.

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A produção maior em agosto contrasta com a queda de 9,6% nas vendas de veículos, para 258.129 unidades, também na comparação com julho. Em coletiva de imprensa para comentar o desempenho da indústria automobilística em agosto, Schneider disse acreditar que os estoques agora sejam suficientes para atender à grande procura esperada pelo mercado para setembro.

Em agosto, o estoque do setor ficou em 223.836 unidades, para 26 dias, enquanto em julho as reservas, de 208.796 veículos, compreendiam 22 dias. A indústria considera normal um nível entre 23 e 25 dias. "Já vejo um estoque suficiente para atender as vendas de setembro, que devem vir fortes", afirmou. O presidente da Anfavea, no entanto, recomendou ao consumidor não deixar as compras para última hora, sob o risco de não encontrar modelos ou acessórios que procura.

Custos

Schneider se disse ainda preocupado com a pressão no custo das montadoras e, por consequência, nos preços dos veículos mais à frente. Segundo o dirigente, "o aumento do preço do aço neste momento não ajuda". Ele citou também o retorno gradual do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), cuja isenção termina no final de setembro, e a debilidade das exportações de veículos. "O aumento do preço do aço preocupa, pois afeta os custos de produção", afirmou hoje o dirigente. Com relação ao IPI, que a partir de outubro sobe gradualmente até chegar à alíquota cheia, Schneider pontuou que a lógica é de que o fim do benefício fiscal incorra em repasse de preços ao consumidor.

"Claro que a decisão de elevar ou não os preços depende da estratégia de cada montadora, mas a lógica matemática é de que o retorno da carga tributária traga encargos e isso pode incorrer em repasse de preços ao consumidor" , observou. Ele destacou, também, que as montadoras já estão com margens apertadas, pois enquanto vigorou o alívio tributário o setor valeu-se de "intensas promoções".

Questionado se ele acredita em um eventual retorno do IPI reduzido para o setor, o dirigente disse que "nada aponta para isso, uma vez que o retorno gradativo do imposto foi publicado no Diário Oficial", diferentemente de outras vezes. Ele descartou, também a possibilidade de a indústria ter alguma conversa com o governo para manter o benefício fiscal.

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