Indústria espera o melhor Natal em 3 anos

A indústria se prepara para o melhor Natal dos últimos três anos. As encomendas dos componentes importados que vão ser usados para a fabricação dos bens duráveis, como TVs, celulares, bicicletas, entre outros, em setembro e outubro, já estão praticamente fechadas. Os volumes comprados são até 30% maiores que em 2003.Há também transportadoras que projetam crescimento de até 50% na movimentação de carga para o período. A estabilidade do dólar e a recuperação do ritmo de atividade animaram as indústrias a ampliar as importações para atender ao consumo local. As empresas também estão preocupadas com uma possível escassez de insumos, como memórias e câmeras usadas nos celulares, tubos de imagem para TVs e componentes de aço. A demanda mundial aquecida por componentes e o crescente volume destinado às exportações, no caso do aço, aumentam os riscos de gargalos ao abastecimento doméstico. Agroindústria confia em ceia mais farta A exemplo da indústria de bens duráveis, que está fechando encomendas de insumos no exterior, grandes complexos agroindustriais, como Sadia e Perdigão, já começaram a engordar o peru e o leitão que vão estar na ceia de Natal. As duas empresas fazem segredo dos volumes, para não dar pistas para a concorrência.O diretor de Marketing da Sadia, Gilberto Xandó, diz que o Natal deste ano será melhor do que o de 2003 e que o crescimento da demanda de carnes deve seguir o do PIB. A Perdigão trabalha com um horizonte maior de consumo de aves natalinas. O vice-presidente comercial, João Rozário da Silva, diz que o crescimento na oferta gira em torno de 5%, mas pode chegar a 10%, dependendo da demanda.Importados prometem virada neste ano O dólar estável facilitou o planejamento das empresas que revendem mercadorias importadas, especialmente no último trimestre do ano. A virada vem em boa hora, pois há dois anos consecutivos as vendas natalinas foram menores do que em anos anteriores.O grande problema é fazer as compras na medida certa do consumo. Além disso, como a quitação da fatura em dólar é feita na hora do desembaraço da mercadoria, a cotação da moeda pode ser maior. Vale destacar que, mesmo com o dólar estabilizado, o consumidor vai pagar entre 12% e 15% a mais por esses itens no fim do ano, porque os preços subiram em decorrência da oferta menor.

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