Indústria esperava que Copom acelerasse corte da Selic

O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu hoje a Selic, a taxa básica de juros da economia, em 0,75 ponto porcentual. Com isso, o juro passou para 15,75% ao ano. A decisão deve agradar o mercado financeiro, que já esperava estava decisão. Já a indústria, mais uma vez, criticou a decisão. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, lamentou que o Copom não tenha acelerado a redução da taxa Selic, lembrando que "os juros reais do País ainda estão acima de 11% ao ano. Juro real é a taxa Selic descontada a inflação. "Estes juros só seriam justificáveis diante de condições extremamente desfavoráveis que ameaçassem a ordem econômica ou a solvência do País. É passada a hora de substituirmos o gradualismo na condução da política monetária pela promoção de condições que dêem sustentabilidade ao processo de queda dos juros, com a redução da carga tributária, dos gastos e da dívida pública", disse. Surpresa seria corte maior O diretor do Departamento de Economia do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Boris Tabacof, em nota, foi menos enfático, mas destacou que a verdadeira surpresa seria uma redução mais agressiva da taxa, entre 1 ponto porcentual e 1,5 ponto porcentual. "O nível de atividade continuará respondendo bem aos estímulos, principalmente do mercado interno, e deverá garantir um crescimento do PIB maior do que o de 2005", disse o empresário.

Agencia Estado,

19 Abril 2006 | 19h32

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