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Indústria fará campanha contra a pirataria

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) decidiu nesta quinta-feira, durante uma reunião em São Paulo com representantes de vários setores produtivos, realizar uma ampla campanha contra a pirataria e contrabando no País. A entidade solicitou a todos os setores da indústria sugestões para a campanha e os números dos prejuízos provocados pela pirataria.A CNI reconhece que não existem números confiáveis sobre as perdas na indústria, nem aos cofres públicos. No entanto, de acordo com a CNI, o Brasil poderia recuperar para a economia do País US$ 27,2 bilhões perdidos anualmente com a ilegalidade, dinheiro que poderia ser revertido, por exemplo, para a construção de quase 3,5 milhão de salas de aula, 1,700 mil ambulatórios ou 850 mil casas populares."Estamos na pior fase do diagnóstico sobre pirataria, já que estamos vendo que ela existe em setores que jamais imaginávamos que existissem", disse à Agência Estado o presidente do Grupo de Trabalho da CNI contra a Pirataria e presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Francisco Renan Proença. Entre esses setores, Proença citou o de sementes, autopeças, lâminas de barbear e relógios, entre outros. "A CNI está sumamente preocupada com o problema da pirataria, da ilegalidade e do contrabando. Mas também estamos com receio de que o governo (federal) enfoque essa questão pelo lado social" , disse Proença. De acordo com ele, a CNI, que reconhece ter sido até agora incompetente para enfrentar esse problema, teme que o governo acabe sendo convencido de que a pirataria está ligada diretamente ao desemprego.Para ele, o preço alto de alguns produtos, como CDs, por exemplo, contribui em parte para a pirataria. "Se a pirataria não tivesse as proporções que ela tem hoje os preços dos produtos para o consumidor seriam mais baixos", afirmou. "Com menos pirataria, teríamos maior produção e, consequentemente, menor preço para o consumidor."

Agencia Estado,

08 de maio de 2003 | 19h20

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