Indústria faz consumo de energia cair 2,7% em janeiro, diz ONS

Maior intensidade de redução na demanda de energia aconteceu nos subsistemas Sul e Sudeste/Centro-Oeste

Reuters,

30 de janeiro de 2009 | 11h26

O consumo de energia do Sistema Integrado Nacional (SIN) em janeiro teve queda de 2,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior, refletindo o freio na produção industrial brasileira diante da queda da demanda mundial, segundo dados preliminares do Operador Nacional do Sistema divulgados nesta sexta-feira, 30.  Veja também:De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  Comparado a dezembro, no entanto, a carga despachada pelo operador para o SIN cresceu 1%. No acumulado dos últimos doze meses, o índice também mantém alta, de 2,3%. "Os segmentos industriais de siderurgia, ferroligas, produtos químicos e as montadoras de veículos são alguns dos que têm efetuado reduções de demanda de energia junto às empresas do setor elétrico", explicou o ONS em nota.  O operador destacou que houve maior intensidade de redução na demanda principalmente dos subsistemas Sul e Sudeste/Centro-Oeste, que juntos representam cerca de 73% do consumo industrial total do sistema elétrico brasileiro.  O subsistema Sul teve a maior queda de consumo, de 3,9% contra janeiro de 2008, motivada pela redução do ritmo de produção industrial, com destaque para a cadeia automobilística. Em relação ao mês anterior, houve ligeira alta de 0,2%.  O subsistema Sudeste/Centro-Oeste recebeu uma carga de energia 3,3% menor do que há um ano, mas subiu 2,2% em relação a dezembro, informou o ONS  "O desempenho da atividade econômica da região tem sido muito afetado pela crise internacional, levando setores de grande representatividade da indústria a continuarem, durante o mês de janeiro, com medidas preventivas de redução de produção, paralisações temporárias e antecipação de férias coletivas", informou o ONS.  O subsistema Nordeste, cuja indústria é bastante voltada à exportação, caiu 1,8% em relação a janeiro do ano passado e 1,4% contra dezembro.  Somente a região Norte conseguiu se manter positiva em relação há um ano no consumo de energia, uma alta de 2,9%, o que foi justificado pelo operador como resultado da redução temporária de geração da parte de um autoprodutor de energia até meados de janeiro. Mesmo assim, a região apresentou queda de 1,7% em relação a dezembro.

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