Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

Indústria fecha 2005 em ritmo lento, mostra sondagem da FGV

A indústria permaneceu em ritmo lento no quarto trimestre do ano passado. É o que mostra a prévia da 158ª Sondagem Conjuntural da Indústria da Transformação, referente ao quarto trimestre de 2005 e anunciada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O levantamento é trimestral e abrange 489 empresas informantes, que foram ouvidas entre os dias 29 de dezembro a 10 de janeiro. Segundo a FGV, caiu de 13% para 9%, na passagem do terceiro trimestre para o quarto trimestre, a parcela dos entrevistados que consideravam como forte o nível de demanda no mercado interno. Entretanto, caiu de 21% para 20%, no mesmo período de comparação, o porcentual de pesquisados que classificavam como fraco o nível de demanda atual.No caso dos estoques da indústria, a FGV informou que subiu de 2% para 3%, no período, a parcela dos entrevistados que consideram como insuficiente o nível de estoques. Porém o porcentual dos que consideram excessivo o nível de estoques da indústria também caiu: de 13% para 12%, entre o terceiro trimestre para o último trimestre do ano passado. Os resultados, entretanto, pioram quando o entrevistado é perguntado sobre a situação atual dos negócios. No mesmo período de comparação, caiu de 22% para 16% a parcela dos entrevistados que consideravam como boa a situação dos negócios. Além disso, subiu de 19% para 22% os que consideram fraca a situação dos negócios, na passagem do terceiro para o quarto trimestre. De uma maneira geral, os empresários da indústria da transformação estão otimistas quanto ao cenário do primeiro trimestre, principalmente em suas estimativas de produção - mas o pessimismo contagiou suas expectativas quanto ao nível de emprego. Na passagem do levantamento do terceiro trimestre, para a pesquisa do último trimestre do ano, caiu de 27% para 26% a parcela dos entrevistados que estimavam alta na demanda no primeiro trimestre, quando perguntados sobre suas expectativas para os próximos três meses. No mesmo período, subiu de 28% para 30% o porcentual de pesquisados que esperam redução na demanda nos primeiros três meses de 2006. Mas os empresários parecem estar otimistas mesmo com seus dados futuros de produção. Subiu de 28% para 38% a parcela dos entrevistados que esperam alta na produção no primeiro trimestre, no mesmo período de comparação. Em compensação, subiu de 30% para 34% o porcentual dos que esperam redução na produção nos primeiros três meses desse ano. Entretanto, a FGV comentou que as expectativas para o nível de emprego estão muito ruins, e registraram nessa pesquisa os piores resultados desde janeiro de 1998. Caiu de 14% para 11% a parcela dos entrevistados que esperam melhora no emprego no primeiro trimestre deste ano. Além disso, subiu de 15% para 32% o porcentual dos pesquisados que aguardam piora no emprego, nos primeiros três meses do ano. Porém, em um horizonte mais longo, as expectativas estão melhores. Ao serem perguntados sobre o primeiro semestre, subiu de 44% para 55% a parcela dos que esperam melhora nos negócios nos primeiros seis meses deste ano. A FGV também informou que caiu de 18% para 12% a parcela dos esperam piora nos negócios, no primeiro semestre de 2006.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.