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Indústria ficou estagnada no 4º trimestre, confirma CNI

A pesquisa Sondagem Industrial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) confirmou o que outros institutos já haviam apontado: a produção no quarto trimestre de 2005 ficou estagnada em comparação ao trimestre anterior. O indicador de produção das grandes empresas ficou em 52,1 pontos e entre as pequenas e médias 50,2 pontos. Na pesquisa anterior, divulgada em outubro de 2005, o indicador das grandes era 51,6 e entre as pequenas e médias 48,3. Para o economista da CNI, Renato Fonseca, esses resultados são classificados como estáveis, já que o setor passou por uma estabilidade do crescimento industrial, em 2005. A CNI revelou também que, desde 1999, os empresários não começavam um ano tão pouco otimistas.Outro indicador que segundo o economista mostra essa estabilidade da produção é o nível de estoques. Segundo a pesquisa, um grande número de empresários ainda está com o seu estoque acima do desejado, mas já entrando, desde o final de 2005, numa rota de ajuste. O indicador da Sondagem Industrial que mostra o nível dos estoques com o planejado, ficou em 54,1 pontos, entre os grandes empresários. O mesmo indicador em outubro de 2005 estava em 58,9 pontos.Entre o segmento das pequenas e médias empresas o indicador atual é de 52,2 , contra 52,4 em outubro passado. "Esse indicador já é um bom sinal de que a indústria segurou sua produção no quarto trimestre para deixar que os estoques saíssem via vendas, nesse período, mas o movimento de queda mostra que eles estão abrindo espaço para a retomada da produção, de forma mais intensa", disse. Sondagem da FGVOutros institutos já haviam apontado este cenário. A sondagem da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para o mesmo período apontou que a demanda industrial permaneceu em ritmo lento no quarto trimestre do ano passado. A pesquisa mostra que a parcela dos entrevistados que consideravam como forte o nível de demanda no mercado interno caiu de 13% para 9%, na passagem do terceiro trimestre para o quarto.Os resultados pioram quando o entrevistado foi indagado sobre a situação atual dos negócios. No mesmo período de comparação, caiu de 22% para 16% a parcela dos entrevistados que a consideravam como boa. Além disso, subiu de 19% para 22% os que consideram fraca a situação dos negócios, na passagem do terceiro para o quarto trimestre. IBGE: produção industrial não é animadoraOutra fonte de apuração, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que, ainda no quarto trimestre, especificamente no mês de novembro, os dados da produção industrial não foram muito animadores. No mês houve crescimento de 0,6% nas comparações com o mesmo período do ano passado e com outubro - já descontadas as influências sazonais. Apesar de baixo, o resultado veio no piso das estimativas, que iam de 0,57% a 1,60% (mediana de 1%).Técnicos do IBGE observam no documento de divulgação que "os índices para novembro mostram aumento discreto no ritmo produtivo da indústria". No entanto, acrescentam que o resultado não recupera a queda observada na passagem de agosto para setembro (-2,2%). Formação de estoquesAlguns analistas avaliam que a indústria errou nas suas projeções de vendas. Ou seja, produziram mais do que venderam. Com estoques mais cheios, a indústria desaqueceu. Esta opinião é compartilhada pelo coordenador da Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da FGV, Aloísio Campelo. Produção de 2006 pode continuar fracaA produção industrial em 2006 pode continuar fraca, caso as taxas de juros não recuem. Este é o cenário traçado pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), que espera um crescimento ao redor de 2,5% para a produção industrial em 2005, como é previsto para este ano.O diretor-executivo da entidade, Julio Sergio Gomes de Almeida, avalia, no entanto, que o governo federal está com a "faca e o queijo na mão" para elevar o crescimento para entre 3% e 4% em 2006. Para tanto, o governo deve cuidar do controle de gastos, da manutenção da inflação em patamares baixos, o que permitirá que os cortes de juros sejam mais expressivos.

Agencia Estado,

27 de janeiro de 2006 | 13h05

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