Indústria, investimento e varejo da China têm resultado abaixo do esperado em abril

Indústria, investimento e varejo da China têm resultado abaixo do esperado em abril

Economia chinesa caminha para o pior ano em um quarto de século; na semana passada, BC cortou o juro pela 3ª vez em seis meses

Reuters

13 Maio 2015 | 07h43

A produção industrial da China subiu 5,9% em abril na comparação com o mesmo período do ano passado, ligeiramente abaixo das expectativas e reforçando as expectativas de que o governo terá de aumentar seus esforços para impulsionar a economia.Analistas consultados pela Reuters esperavam aumento de 6,0%, ante 5,6% em março, que havia sido a leitura mais fraca desde a crise financeira global.

Já se esperava uma leitura fraca após o banco central cortar os juros no início desta semana pela terceira vez em seis meses para reduzir os custos de financiamento das empresas e estimular a atividade, em um momento em que a economia caminha para seu pior ano em um quarto de século.

Além de cortar os juros, o banco central também reduziu o compulsório duas vezes neste ano para impulsionar o crédito bancário e o crescimento econômico e afrouxou restrições à compra de imóveis residenciais para ajudar o enfraquecido mercado imobiliário, que responde por cerca de 15% da economia. 

O investimento em ativos fixos, motor crucial da segunda maior economia do mundo, subiu 12% no período entre janeiro e abril em relação ao mesmo período do ano anterior, ritmo mais lento desde dezembro de 2000, informou a Agência Nacional de Estatísticas nesta quarta-feira. Economistas esperavam ganho de 13,5%, mesmo resultado do primeiro trimestre do ano. 

Já as vendas no varejo avançaram 10% no mês passado, contra expectativa de alta de 10,5% e abaixo do resultado de março.

As vendas de moradias, por sua vez, somaram 1,49 trilhão de yuans no acumulado de janeiro a abril deste ano, queda de 2,2% em comparação com igual período do ano anterior. Apesar da queda, o resultado representa um melhora para o setor imobiliário, que havia apresentado recuo anual de 9,2% no acumulado de janeiro a março. 

A leve recuperação das vendas foi encarada pelo mercado como resultado das medidas de estímulo ao setor adotadas pelo governo em abril. Uma delas reduziu o porcentual mínimo que o comprador do imóvel deve dar de entrada ao comprar uma segunda residência, de 60% para 40%.

Ainda assim, os investimentos em imóveis desaceleram para alta anual de 6,0% nos quatro primeiros meses do ano, para 2,37 trilhões de yuans, ante um avanço de 8,5% nos três primeiros meses.

(Com informações da Dow Jones Newswires)

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