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Indústria japonesa cresce 5,2% em abril

Aumento proporcional da produção é o maior em mais de 50 anos

Dow Jones Newswires, TÓQUIO, O Estadao de S.Paulo

30 de maio de 2009 | 00h00

A produção industrial do Japão teve em abril o maior crescimento porcentual em mais de meio século, mas as persistentes quedas de preços e a alta do desemprego limitaram a expectativa de que a ocupação dos pátios das fábricas se traduza em recuperação da economia.Segundo os dados divulgados pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria, a produção industrial japonesa cresceu 5,2% em abril em relação a março. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) caiu 0,1% em abril ante o mesmo mês do ano passado, no segundo mês seguido de declínio. Já a taxa de desemprego aumentou 0,2 ponto porcentual em abril, para 5%, o mais alto nível desde novembro de 2003. O crescimento da produção industrial em abril é o maior já verificado pelo atual método de cálculo, que começou em 2005, e também o maior desde março de 1953, durante a Guerra da Coreia.O diretor do Escritório de Análise Econômica do ministério, Katsuya Shimura, explicou, no entanto, que as diferenças na estrutura industrial do país dificultam uma comparação simples entre os dados atuais e os da década de 50. O aumento da produção industrial em abril também superou a média das projeções de economistas consultados pelas agências Dow Jones e Nikkei, que apontava expansão de 3,3%. Um aumento de 15,7% na produção de dispositivos e componentes eletrônicos e de 13,8% no setor químico levou ao crescimento global. Já as exportações cresceram 2,3%, ante 1,5% em março.Por outro lado, as exportações de carros, caminhões e ônibus caíram 64,7% em abril ante abril do ano passado, no sétimo mês seguido de queda, segundo a Associação de Fabricantes de Automóveis. As exportações totalizaram 206.456 veículos em abril, ante 584.059 no mesmo mês do ano passado. A produção de veículos caiu 47,1% em abril, na mesma comparação, também pelo sétimo mês. Foram fabricados 485.405 veículos em abril, ante 917.951 veículos em 2008. A demanda doméstica por veículos em abril foi de 284.035 veículos, uma queda de 23% em relação ao mesmo mês do ano passado.Em outro sinal positivo, os dados mostraram que as empresas esperam aumento da produção de 8,8% em maio e de 2,7% em junho. Mas o índice de preços, que salienta a ameaça de deflação, acabou restringindo as perspectivas para a economia do país a longo prazo.O indicador é semelhante às expectativas dos economistas consultados pela Dow Jones e pela Nikkei. Porém, o núcleo do CPI para a área metropolitana de Tóquio, considerado um indicador da tendência nacional, declinou 0,7% em maio, de acordo com dados preliminares.

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